quarta-feira, 13 de julho de 2011

Audiência Pública em 13.07.2011 foi CANCELADA

gilberto dimenstein




13/07/2011 - 09h58

Augusta: a rua do futuro



Não conheço em nenhum lugar do mundo uma única região que reúna em tão pouco espaço tantas tribos diferentes como Baixo Augusta. É a face do que pode ser uma cidade contemporânea, baseada na diversidade e na criatividade. Estou convencido que ali, nessa mistura caótica, está se fazendo o melhor cartão postal de São Paulo. Daí a importância simbólica de dois fatos.

A comunidade tanto lutou que conseguiu extrair da prefeitura a promessa que de um terreno com reserva de mata atlântica virasse parque --ali onde já foi o colégio Equipe (o DNA do ambiente do Baixo Augusta). O próprio prefeito Gilberto Kassab me disse que, apesar dos projetos imobiliários privados, vai ceder ao movimento pelo parque.

No local onde era um inferninho (Quilt), o poder público se comprometeu em ter uma praça, que será a entrada do teatro Cultura Artística, em fase de recuperação depois de destruído pelo fogo. A ideia é que a praça tenha espetáculos abertos e gratuitos de música erudita, conectada à praça Roosevelt, que conta com a proximidade com os grupos teatrais de vanguarda e que se vinculam à revitalização da paisagem urbana como Os Satyros e Parlapatões.

Aposto que, com as obras concluídas, ali será a grande praça da cultura do Brasil, mostrando o que existe de novo, como se fosse uma casa de espetáculo sem muros.

Parecem coisas pequenas. Mas nada mais contemporâneo do que a revolução do local. Nada mais contemporâneo do que usar a arte para criar ambientes democráticos e criativos no espaço público.

É a visão de que o bom da cidade, apesar de seu estresse, é o aprendizado pela convivência.


Gilberto Dimenstein, 54, integra o Conselho Editorial da FOLHA DE S.PAULO e vive nos Estados Unidos, onde foi convidado para desenvolver na Harvard projeto de comunicação para a cidadania.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Audiência Pública em 13.07.2011

ALIADOS E FREQUENTADORES DO PARQUE!
POPULAÇÃO DE SÃO PAULO!

É NESTA QUARTA-FEIRA, DIA 13/07 - 18 H - NOVOTEL JARAGUÁ, A 3ª AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA APRESENTAR AO PÚBLICO O EMPREENDIMENTO QUE DESTRUIRÁ GRANDE PARTE DA ÁREA VERDE DO PARQUE AUGUSTA PARA CONSTRUÇÃO NO LOCAL DE 2 TORRES DE CONCRETO.
MAS NÃO SE PREOCUPEM, ELES SÃO BONZINHOS E DEIXARÃO TODOS USUFRUÍREM DA PRACINHA PARTICULAR DO CONDOMÍNIO QUE PROMETEM DOAR À PREFEITURA. ISSO, ENQUANTO DURAR A PACIÊNCIA DOS CONDÔMINOS COM OS INTRUSOS FREQUENTADORES.
POR ISSO, COMPAREÇAM E DIGAM UM ENORME E SONORO NÃO A ESTE EMPREENDIMENTO QUE PRETENDE ENGABELAR A POPULAÇÃO E DESTRUIR A ÚLTIMA ÁREA VERDE E A ÚNICA POSSIBILIDADE DE LAZER AO AR LIVRE DA REGIÃO.
CONTAMOS MUITO COM A PRESENÇA DE VOCÊS. SE MANIFESTEM, DIGAM NÃO À SUA MANEIRA, MAS ESTEJAM LÁ PARA DIZER.
NAS OUTRAS AUDIÊNCIAS LEVAMOS OS ALUNOS DAS ESCOLAS DA REGIÃO, MAS DESTA VEZ, ESTRATEGICAMENTE, ELES AGENDARAM NAS FÉRIAS ESCOLARES.
LEVAREMOS FAIXAS, AS MAIS DE 20 MIL ASSINATURAS E TODAS AS MATÉRIAS ONDE É EVIDENTE A OPINIÃO PÚBLICA SOBRE O QUE A POPULAÇÃO ANSEIA: O PARQUE AUGUSTA NA TOTALIDADE DO TERRENO!
Abraço

Sérgio Carrera
Antônio Fernandes

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Carta desabafo

Aliados, Frequentadores do Parque e Defensores do Verde e de uma Vida mais Saudável.

De nada tem adiantado os diversos Movimentos de diferentes comunidades da cidade de São Paulo em defesa de seus parques e áreas verdes. Parece não chegar aos ouvidos do Sr Prefeito, nem ao conhecimento da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, as inúmeras matérias publicadas recentemente nos jornais sobre a importância dessas áreas verdes para a saúde e a qualidade de vida da população.

Pouco efeito tem surtido os piqueniques, as caminhadas pelo verde, os abraços aos parques para alardear e demonstrar publicamente que a população não deseja mais construções a sua volta, mas, sim, espaços verdes, áreas livres, onde possam conviver e se sociabilizar com tranqüilidade e segurança.

Pois, mais uma vez, esta Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, que deveria defender as poucas áreas verdes que ainda nos restam, promove uma nova Audiência Pública, abrindo mais uma brecha para se aprovar um empreendimento de uma construtora que pretende destruir grande parte da última área verde do Centro de São Paulo, para erguer no local duas enormes torres de concreto armado.

O que mais é preciso fazer para que o poder público entenda e acate os anseios da população?

São mais de 20 mil assinaturas no papel e quase 10 mil assinaturas na petição on line pela preservação destes 24 mil m² de verde e a criação ali do Parque Municipal Augusta.

Que interesses se escondem por trás deste descaso e má vontade em respeitar a opinião pública?

Será que estes senhores se esquecem que ocupam seus cargos públicos graças aos votos desses mesmos cidadãos, cujas reivindicações estão sendo ignoradas constantemente?

Mas somos guerreiros e incansáveis na nossa luta pelo Parque Augusta. Sabemos a força e o poder que a união de pessoas no exercício de sua cidadania tem para conquistar os seus interesses. Faremos o impossível para salvar estas árvores centenárias da destruição. Recorreremos a todas as instâncias judiciárias para fazer valer os nossos direitos estabelecidos na Constituição e para nos proteger destes irresponsáveis que caminham na contramão do pensamento mundial de preservação do nosso planeta, que querem assassinar nossas árvores e não defendê-las.

SENDO ASSIM, VAMOS LOTAR A CAIXA POSTAL DESTES SENHORES COM MANIFESTAÇÕES DE REPÚDIO A ESTA NOVA AUDIÊNCIA PÚBLICA E À AMEAÇA PERMANENTE DE DESTRUIÇÃO DESTA ÁREA VERDE COM A CONIVÊNCIA DE QUEM DEVERIA DEFENDÊ-LA.

QUEM SABE ASSIM ELES ENTENDAM MELHOR NOSSOS ANSEIOS?

Secretário do Verde e do Meio Ambiente (será mesmo!?)

eduardojorge@prefeitura.sp.gov.br


"SGM - Gabinete do Prefeito": , gabinetedoprefeito@prefeitura.sp.gov.br

Aliados do Parque Augusta





Muito oportuna essa carta/desabafo. Vamos aproveitar o momento e fazermos uma reflexão aqui nesse mesmo espaço virtual. Não pretendo discutir quem, nem porque estamos errando. Importante agora é não continuarmos errando. Mas, precisamos saber no que erramos, em que momento, ou quais iniciativas estavam erradas.

Nesse sentido, explico, alguns detalhes que acho importante sobre a minha ausência da reunião de fevereiro/2011. Marcamos para uma 3ª feira e estava confirmada até no domingo. Mas houve antecipação para a segunda feira e não li a mensagem a tempo. Sendo assim, não foi possível o meu comparecimento e, apesar de solicitar um resumo das discussões, não as recebi.

Em maio, fiquei sabendo da programação do "Picnic" programado para o dia do meio ambiente,como defato aconteceu. Acho que foi uma idéia inovadora e poderíamos ter aproveitado muitomais a excelente idéia.

Qual o problema? Acredito que o "picnic" ficou desvinculado da nossa luta pelo parque Augusta. Na minha opinião, toda a divulgação deveria ter sido em primeiro lugar, chamando a nossa reivindicação, a nossa luta! As pessoas iriam comparecer para rivindicar o parque Augusta! Mas, as pessoas que compareceram, em sua maioria, estavam apenas divertindo-se. Espero que ao menos, saibamos aprender com os nossos erros. A história mostrada nos painéis, foi muito oportuna. Mas, acredito que será ainda mais importante que aquelas pessoas nos escrevam dizendo sobre os erros cometidos e as estratégias da vitória. Sem esquecermos que o momento é muito diferente, concorrido e mais corrupto.

Por que os alunos não compareceram? Os alunos foram informados de um "picnic", assim dizia a divulgação escrita e, o tempo foi bastante escasso para trabalharmos explicando os nossos principais objetivos.

Aproveito para informar que os nossos alunos, estão em férias apartir do dia 04.07 e, a não ser que façamos um enorme trabalho conjunto, não teremos a participação deles no dia da audiência pública.

Sugestões:

1) Estimularmos esse debate com os alunos logo após a apresentação da peça "Super C", ainda com a presença dos atores no palco;

2) Fazermos uma apresentação pública e gratúita da peça "Super C", seguida de debate;

3) Contatarmos os demais organizadores e atores dos demais movimentos para uma manifestação conjunta nos dias 9 ou 10.07, aqui na região central quando poderemos ter um número maior de participantes e poderemos merecer o apoio de alguns veículos de comunicação. Não esperemos a cobertura ou divulgação dos grandes jornais ou TVs por ser esses nossos vilões, grandes anunciantes.

4) Enviarmos cópia dessa sua carta, a qual assino em baixo, para Marina Silva (que defendeu Eduardo Jorge, em sua entrevista no programa Roda Viva da TV Cultura), SOS Mata Atlântica, e demais personalidades que tivermos acesso, além de divulgar nos foruns de meio ambiente, nos jornais e na imprensa em geral.

5) Divulgar a sua carta com o link da petição e a quantidade (nº) total de assinaturas até o presente momento, com os endereços de e-mail dos veriadores, deputados estaduais e de mais políticos, para que todos nós, nossos amigos e demais pessoas possamos divulgar;

6) Procurar somar todas as idéias que nos levem a vitória que é a criação do parque Augusta. Sem descartar qualquer ídéia. Enquanto isso poderiamos tentar conseguir o apoio de deputados estaduais e abrir nova frente para um parque estadual!

Por enquanto é só! Precisamos, sem perda de tempo arregaçar nossas mangas e sairmos à luta. Qualquer tempo perdido, estaremos "jogando nossas toalhas no chão".

Aguardo respostas para esse debate virtual.

Antônio Fernandes

domingo, 29 de maio de 2011

Dia do Meio Ambiente

Estaremos reinvidicando nosso parque em uma manifestação inusitada. Participe e convide seus amigos e amigas.

Estaremos nos manifestando também contrário à reforma do código Florestal aprovado na Câmara dos Deputados nesta última semana.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

"Uma lei de responsabilidade sócio-ambiental?"

Portal do Meio Ambiente
Publicado em: 01/02/2011 - 13:08

Meio Ambiente e SaneamentoNotíciasOutras


Por Leonardo Boff

Já existe a lei de responsabilidade fiscal. Um governante não pode gastar mais do que lhe permite o montante dos impostos recolhidos. Isso melhorou significativamente a gestão pública.

O acúmulo de desastres sócio-ambientais ocorridos nos últimos tempos, com desabamentos de encostas, enchentes avassaladoras e centenas de vítimas fatais junto com a destruição de inteiras paisagens, nos obrigam a pensar na instauração de uma lei nacional de responsabilidade sócio-ambiental, com pesadas penas para os que não a respeitarem.

Já se deu um passo com a consciência da responsabilidade social das empresas. Elas não podem pensar somente em si mesmas e nos lucros de seus acionistas. Devem assumir uma clara responsabilidade social. Pois não vivem num mundo a parte: são inseridas numa determinada sociedade, com um Estado que dita leis, se situam num determinado ecossistema e são pressionadas por uma consciência cidadã que cada vez mais cobra o direito à uma boa qualidade de vida.

Mas fique claro: responsabilidade social não é a mesma coisa que obrigação social prevista em lei quanto ao pagamento de impostos, encargos e salários; nem pode ser confundida com a resposta social que é a capacidade das empresas de se adequarem às mudanças no campo social, econômico e técnico. A responsabilidade social é a obrigação que as empresas assumem de buscar metas que, a meio e longo prazo, sejam boas para elas e também para o conjunto da sociedade na qual estão inseridas.

Não se trata de fazer para a sociedade o que seria filantropia, mas com a sociedade, se envolvendo nos projetos elaborados em comum com os municípios, ONGs e outras entidades.

Mas sejamos realistas: num regime neoliberal como o nosso, sempre que os negócios não são tão rentáveis, diminui ou até desaparece a responsabilidade social. O maior inimigo da responsabilidade social é o capital especulativo. Seu objetivo é maximizar os lucros das carteiras e portofólios que controlam. Não vêem outra responsabilidade, senão a de garantir ganhos.

Mas a responsabilidade social é insuficiente, pois ela não inclui o ambiental. São poucos os que perceberam a relação do social com o ambiental. Ela é intrínseca. Todas empresas e cada um de nós vivemos no chão, não nas nuvens: respiramos, comemos, bebemos, pisamos os solos, estamos expostos à mudanças dos climas, mergulhados na natureza com sua biodiversidade, somos habitados por bilhões de bactérias e outros microorganismos. Quer dizer, estamos dentro da natureza e somos parte dela. Ela pode viver sem nós como o fez por bilhões de anos. Nós não podemos viver sem ela. Portanto, o social sem o ambiental é irreal. Ambos vêm sempre juntos.

Isso que parece óbvio, não o é para a grande parte das pessoas. Por que excluimos a natureza? Porque somos todos antropocêntricos, quer dizer, pensamos apenas em nós próprios. A natureza é exterior, posta ao nosso bel-prazer.

Somos irresponsáveis face à natureza quando desmatamos, jogamos bilhões e litros de agrotóxicos no solo, lançamos na atmosfera, anualmente, cerca de 21 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa, contaminamos as águas, destruímos a mata ciliar, não respeitamos o declive das montanhas que podem desmoronar e matar pessoas nem observamos o curso dos rios que nas enchentes podem levar tudo de roldão.

Não interiorizamos os dados que biólogos e astrofísicos nos asseguram: Todos possuímos o mesmo alfabeto genético de base, por isso somos todos primos e irmãos e irmãs e formamos assim a comunidade de vida. Cada ser possui valor intrínseco e por isso tem direitos. Nossa democracia não pode incluir apenas os seres humanos. Sem os outros membros da comunidade de vida, não somos nada. Eles valem como novos cidadãos que devem ser incorporados na nossa compreensão de democracia que então passa a ser uma democracia sócio-ambiental. A natureza e as coisas dão-nos sinais. Elas nos chamam atenção para os eventuais riscos que podemos evitar.

Não basta a responsabilidade social, ela deve ser sócio-ambiental. É urgente que o Parlamento vote uma lei de responsabilidade sócio-ambiental imposta a todos os gestores da coisa pública. Só assim evitaremos tragédias e mortes.

(Leonardo Boff é filósofo e teólogo)

http://nossasaopaulo.org.br/portal/node/13946?utm_source=MailingList&utm_medium=email&utm_campaign=Not%C3%ADcias+da+Rede+Nossa+S%C3%A3o+Paulo+20110204

Quanto será o salário justo do professor?

15/12/2010
Professor ganha 40% menos que trabalhador com mesma escolaridade. Comente

O salário médio de um professor da educação básica é 40% menor que a remuneração, também média, de um trabalhador com o mesmo nível de escolaridade. O cálculo foi feito pela economista Fabiana de Felicio com base nos microdados da última edição da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Enquanto um assalariado, que tem escolaridade superior ao ensino médio, recebe mensalmente R$ 2.799 por 40 horas semanais de serviço, um docente com a mesma quantidade de anos de estudo tem remuneração de R$ 1.745 por mês. O salário médio mais baixo é do Estado de Pernambuco -- R$ 1.219 -- e o mais alto é do Distrito Federal -- R$ 3.472.

*As informações são do UOL Educação.

Deixe seu comentário sobre o tema. Na sua opinião, qual seria o salário ideal para um professor?

http://forum.educacao.blog.uol.com.br/arch2010-12-12_2010-12-18.html#2010_12-15_12_32_14-8953204-0