Portal do Meio Ambiente
Publicado em: 01/02/2011 - 13:08
Meio Ambiente e SaneamentoNotíciasOutras
Por Leonardo Boff
Já existe a lei de responsabilidade fiscal. Um governante não pode gastar mais do que lhe permite o montante dos impostos recolhidos. Isso melhorou significativamente a gestão pública.
O acúmulo de desastres sócio-ambientais ocorridos nos últimos tempos, com desabamentos de encostas, enchentes avassaladoras e centenas de vítimas fatais junto com a destruição de inteiras paisagens, nos obrigam a pensar na instauração de uma lei nacional de responsabilidade sócio-ambiental, com pesadas penas para os que não a respeitarem.
Já se deu um passo com a consciência da responsabilidade social das empresas. Elas não podem pensar somente em si mesmas e nos lucros de seus acionistas. Devem assumir uma clara responsabilidade social. Pois não vivem num mundo a parte: são inseridas numa determinada sociedade, com um Estado que dita leis, se situam num determinado ecossistema e são pressionadas por uma consciência cidadã que cada vez mais cobra o direito à uma boa qualidade de vida.
Mas fique claro: responsabilidade social não é a mesma coisa que obrigação social prevista em lei quanto ao pagamento de impostos, encargos e salários; nem pode ser confundida com a resposta social que é a capacidade das empresas de se adequarem às mudanças no campo social, econômico e técnico. A responsabilidade social é a obrigação que as empresas assumem de buscar metas que, a meio e longo prazo, sejam boas para elas e também para o conjunto da sociedade na qual estão inseridas.
Não se trata de fazer para a sociedade o que seria filantropia, mas com a sociedade, se envolvendo nos projetos elaborados em comum com os municípios, ONGs e outras entidades.
Mas sejamos realistas: num regime neoliberal como o nosso, sempre que os negócios não são tão rentáveis, diminui ou até desaparece a responsabilidade social. O maior inimigo da responsabilidade social é o capital especulativo. Seu objetivo é maximizar os lucros das carteiras e portofólios que controlam. Não vêem outra responsabilidade, senão a de garantir ganhos.
Mas a responsabilidade social é insuficiente, pois ela não inclui o ambiental. São poucos os que perceberam a relação do social com o ambiental. Ela é intrínseca. Todas empresas e cada um de nós vivemos no chão, não nas nuvens: respiramos, comemos, bebemos, pisamos os solos, estamos expostos à mudanças dos climas, mergulhados na natureza com sua biodiversidade, somos habitados por bilhões de bactérias e outros microorganismos. Quer dizer, estamos dentro da natureza e somos parte dela. Ela pode viver sem nós como o fez por bilhões de anos. Nós não podemos viver sem ela. Portanto, o social sem o ambiental é irreal. Ambos vêm sempre juntos.
Isso que parece óbvio, não o é para a grande parte das pessoas. Por que excluimos a natureza? Porque somos todos antropocêntricos, quer dizer, pensamos apenas em nós próprios. A natureza é exterior, posta ao nosso bel-prazer.
Somos irresponsáveis face à natureza quando desmatamos, jogamos bilhões e litros de agrotóxicos no solo, lançamos na atmosfera, anualmente, cerca de 21 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa, contaminamos as águas, destruímos a mata ciliar, não respeitamos o declive das montanhas que podem desmoronar e matar pessoas nem observamos o curso dos rios que nas enchentes podem levar tudo de roldão.
Não interiorizamos os dados que biólogos e astrofísicos nos asseguram: Todos possuímos o mesmo alfabeto genético de base, por isso somos todos primos e irmãos e irmãs e formamos assim a comunidade de vida. Cada ser possui valor intrínseco e por isso tem direitos. Nossa democracia não pode incluir apenas os seres humanos. Sem os outros membros da comunidade de vida, não somos nada. Eles valem como novos cidadãos que devem ser incorporados na nossa compreensão de democracia que então passa a ser uma democracia sócio-ambiental. A natureza e as coisas dão-nos sinais. Elas nos chamam atenção para os eventuais riscos que podemos evitar.
Não basta a responsabilidade social, ela deve ser sócio-ambiental. É urgente que o Parlamento vote uma lei de responsabilidade sócio-ambiental imposta a todos os gestores da coisa pública. Só assim evitaremos tragédias e mortes.
(Leonardo Boff é filósofo e teólogo)
http://nossasaopaulo.org.br/portal/node/13946?utm_source=MailingList&utm_medium=email&utm_campaign=Not%C3%ADcias+da+Rede+Nossa+S%C3%A3o+Paulo+20110204
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Quanto será o salário justo do professor?
15/12/2010
Professor ganha 40% menos que trabalhador com mesma escolaridade. Comente
O salário médio de um professor da educação básica é 40% menor que a remuneração, também média, de um trabalhador com o mesmo nível de escolaridade. O cálculo foi feito pela economista Fabiana de Felicio com base nos microdados da última edição da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Enquanto um assalariado, que tem escolaridade superior ao ensino médio, recebe mensalmente R$ 2.799 por 40 horas semanais de serviço, um docente com a mesma quantidade de anos de estudo tem remuneração de R$ 1.745 por mês. O salário médio mais baixo é do Estado de Pernambuco -- R$ 1.219 -- e o mais alto é do Distrito Federal -- R$ 3.472.
*As informações são do UOL Educação.
Deixe seu comentário sobre o tema. Na sua opinião, qual seria o salário ideal para um professor?
http://forum.educacao.blog.uol.com.br/arch2010-12-12_2010-12-18.html#2010_12-15_12_32_14-8953204-0
Professor ganha 40% menos que trabalhador com mesma escolaridade. Comente
O salário médio de um professor da educação básica é 40% menor que a remuneração, também média, de um trabalhador com o mesmo nível de escolaridade. O cálculo foi feito pela economista Fabiana de Felicio com base nos microdados da última edição da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Enquanto um assalariado, que tem escolaridade superior ao ensino médio, recebe mensalmente R$ 2.799 por 40 horas semanais de serviço, um docente com a mesma quantidade de anos de estudo tem remuneração de R$ 1.745 por mês. O salário médio mais baixo é do Estado de Pernambuco -- R$ 1.219 -- e o mais alto é do Distrito Federal -- R$ 3.472.
*As informações são do UOL Educação.
Deixe seu comentário sobre o tema. Na sua opinião, qual seria o salário ideal para um professor?
http://forum.educacao.blog.uol.com.br/arch2010-12-12_2010-12-18.html#2010_12-15_12_32_14-8953204-0
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Desperta Brasil: os governos colapsaram e urge fazer algo radicalmente diferente
Polan Lacki
“Quando os remédios não têm suficiente eficácia para curar as enfermidades é necessário curar os remédios, para que curem o enfermo (Padre Vieira - Sermão de Santo Antonio)”.
Agora já não temos outra alternativa que não seja a de ouvir o conselho do Padre Vieira. Os remédios convencionais para curar os males do subdesenvolvimento não podem continuar sendo aplicados pelo elementar motivo de que os governos não os possuem. A ilusão de que o Estado paternalista solucionaria todos os nossos problemas se acabou. No Brasil, os governos – nacional, estaduais e municipais – estão debilitados e fortemente endividados. Os recursos que arrecadam apenas permitem pagar dívidas, juros de empréstimos, salários e aposentadorias. O pouco que sobra é destinado a manter, apenas com vida vegetativa, um aparelho burocrático superdimensionado e quase improdutivo.
É esta insuficiência de recursos públicos a principal razão pela qual os sucessivos governos não solucionam os crescentes problemas da educação, da saúde, da agricultura, da infra-estrutura, do saneamento básico, do transporte urbano, da pobreza, das assistências aos deficientes, do combate à delinqüência, etc. Os governantes estão virtualmente paralisados, assistindo passivamente e aceitando como se fosse aceitável a seguinte realidade que já está incorporada ao nosso cotidiano:
a) Os desempregados buscam desesperadamente, mas não conseguem um emprego;
b) Os doentes esperam vários dias por uma consulta médica, semanas por um exame de laboratório, meses ou anos por uma cirurgia; muitos morrem nos corredores dos hospitais antes de preencher a odiosa "ficha de admissão";
c) Crescentes quantidades de pobres "residem" e recolhem papéis nas ruas enquanto os seus filhos estão sendo "educados" no mundo do vício e da delinqüência;
d) Nos aterros sanitários (lixões) os mais famintos estão disputando os restos de comida com ratos e urubus;
e) Os narcotraficantes têm mais poder e melhor armamento que os serviços policiais;
f) Dentro das penitenciárias muitos delinqüentes continuam comandando o crime organizado e promovendo freqüentes rebeliões para reivindicar – e conseguir – que os transfiram para presídios "mais democráticos".
Os governantes, o pouco que fazem – e recém depois de ser fortemente pressionados por denúncias da imprensa ou pelos sindicatos mais agressivos – é "apagar os incêndios mais ruidosos"; porém depois que os ruídos diminuem cessam as ações governamentais, até que ocorra a próxima emergência. Isto está acontecendo porque as crescentes necessidades e aspirações dos cidadãos ultrapassam as decrescentes possibilidades dos debilitados governos em satisfazê-las.
Para piorar ainda mais este quadro de "paralisia" dos serviços públicos, os governos já não podem reforçar os seus orçamentos, através da via, cômoda e simplista, de aumentar o endividamento público e a carga tributária; porque o primeiro já é insuportável para os próprios governos e a segunda já é insuportável para os contribuintes. Em resumo, a capacidade dos governos de resolver os problemas dos cidadãos, através de medidas paternalistas, está esgotada. Esta é uma realidade que não podemos continuar fingindo que não existe ou que não a conhecemos, pois ela, além de evidente é crescente; para confirmá-la basta sair à rua, ver as longas filas nos colapsados serviços públicos ou assistir os noticiários da televisão.
Depois de 50 anos de gastança desenfreada e irresponsável, chegamos ao "fundo do poço" Durante esse longo período ficou demonstrado, de maneira reiterada e aparentemente definitiva, que é impossível resolver os problemas da pobreza através do paternalismo estatal, pois ele é simplesmente incorrigível. Agora que os recursos governamentais estão exauridos só nos resta o caminho realista de abandonar as medidas populistas/demagógicas e fazer algo radicalmente diferente, como por exemplo: reduzir drasticamente a frondosa e improdutiva burocracia estatal, eliminar os órgãos reconhecidamente inoperantes e prescindíveis, abolir privilégios ilegítimos disfarçados de "direitos adquiridos", endurecer no combate à corrupção, reduzir a quantidade de parlamentares, militares e burocratas improdutivos. Em resumo, "enxugar" a máquina governamental para dispor dos recursos que são necessários para solucionar os problemas do Brasil e dos brasileiros; e não para alimentar interesses ilegítimos do corporativismo estatal ou para financiar atos de corrupção.
Com os recursos poupados neste "enxugamento" deveremos fazer um investimento, sério e absolutamente prioritário, no desenvolvimento das capacidades e competências da nossa população. Os próprios cidadãos – os que estão causando os problemas e os que estão sendo afetados por eles – terão que ser convocados, formados e capacitados para assumir, individualmente e/ou através de grupos organizados, uma crescente parcela de responsabilidade na correção dos erros que eles involuntariamente estão cometendo e na solução dos seus próprios problemas. Com este objetivo em mente, o obsoleto Estado perpetuador de dependências deverá transformar-se em um Estado educador, "empoderador" dos cidadãos e emancipador das dependências que eles atualmente têm dos governos. Nas atuais circunstâncias de "paralisia" e impotência dos serviços públicos, compartilhar responsabilidades entre o Estado e os cidadãos é uma proposta que vale a pena discutir e construir.
Críticas e contribuições a esta proposta serão bem-vindas através dos e-mails:
- Polan.Lacki@uol.com.br
- Polan.Lacki@onda.com.br
Outros artigos do autor estão disponíveis nas Páginas Web;
- http://www.polanlacki.com.br
- http://www.polanlacki.com.br/agrobr
“Quando os remédios não têm suficiente eficácia para curar as enfermidades é necessário curar os remédios, para que curem o enfermo (Padre Vieira - Sermão de Santo Antonio)”.
Agora já não temos outra alternativa que não seja a de ouvir o conselho do Padre Vieira. Os remédios convencionais para curar os males do subdesenvolvimento não podem continuar sendo aplicados pelo elementar motivo de que os governos não os possuem. A ilusão de que o Estado paternalista solucionaria todos os nossos problemas se acabou. No Brasil, os governos – nacional, estaduais e municipais – estão debilitados e fortemente endividados. Os recursos que arrecadam apenas permitem pagar dívidas, juros de empréstimos, salários e aposentadorias. O pouco que sobra é destinado a manter, apenas com vida vegetativa, um aparelho burocrático superdimensionado e quase improdutivo.
É esta insuficiência de recursos públicos a principal razão pela qual os sucessivos governos não solucionam os crescentes problemas da educação, da saúde, da agricultura, da infra-estrutura, do saneamento básico, do transporte urbano, da pobreza, das assistências aos deficientes, do combate à delinqüência, etc. Os governantes estão virtualmente paralisados, assistindo passivamente e aceitando como se fosse aceitável a seguinte realidade que já está incorporada ao nosso cotidiano:
a) Os desempregados buscam desesperadamente, mas não conseguem um emprego;
b) Os doentes esperam vários dias por uma consulta médica, semanas por um exame de laboratório, meses ou anos por uma cirurgia; muitos morrem nos corredores dos hospitais antes de preencher a odiosa "ficha de admissão";
c) Crescentes quantidades de pobres "residem" e recolhem papéis nas ruas enquanto os seus filhos estão sendo "educados" no mundo do vício e da delinqüência;
d) Nos aterros sanitários (lixões) os mais famintos estão disputando os restos de comida com ratos e urubus;
e) Os narcotraficantes têm mais poder e melhor armamento que os serviços policiais;
f) Dentro das penitenciárias muitos delinqüentes continuam comandando o crime organizado e promovendo freqüentes rebeliões para reivindicar – e conseguir – que os transfiram para presídios "mais democráticos".
Os governantes, o pouco que fazem – e recém depois de ser fortemente pressionados por denúncias da imprensa ou pelos sindicatos mais agressivos – é "apagar os incêndios mais ruidosos"; porém depois que os ruídos diminuem cessam as ações governamentais, até que ocorra a próxima emergência. Isto está acontecendo porque as crescentes necessidades e aspirações dos cidadãos ultrapassam as decrescentes possibilidades dos debilitados governos em satisfazê-las.
Para piorar ainda mais este quadro de "paralisia" dos serviços públicos, os governos já não podem reforçar os seus orçamentos, através da via, cômoda e simplista, de aumentar o endividamento público e a carga tributária; porque o primeiro já é insuportável para os próprios governos e a segunda já é insuportável para os contribuintes. Em resumo, a capacidade dos governos de resolver os problemas dos cidadãos, através de medidas paternalistas, está esgotada. Esta é uma realidade que não podemos continuar fingindo que não existe ou que não a conhecemos, pois ela, além de evidente é crescente; para confirmá-la basta sair à rua, ver as longas filas nos colapsados serviços públicos ou assistir os noticiários da televisão.
Depois de 50 anos de gastança desenfreada e irresponsável, chegamos ao "fundo do poço" Durante esse longo período ficou demonstrado, de maneira reiterada e aparentemente definitiva, que é impossível resolver os problemas da pobreza através do paternalismo estatal, pois ele é simplesmente incorrigível. Agora que os recursos governamentais estão exauridos só nos resta o caminho realista de abandonar as medidas populistas/demagógicas e fazer algo radicalmente diferente, como por exemplo: reduzir drasticamente a frondosa e improdutiva burocracia estatal, eliminar os órgãos reconhecidamente inoperantes e prescindíveis, abolir privilégios ilegítimos disfarçados de "direitos adquiridos", endurecer no combate à corrupção, reduzir a quantidade de parlamentares, militares e burocratas improdutivos. Em resumo, "enxugar" a máquina governamental para dispor dos recursos que são necessários para solucionar os problemas do Brasil e dos brasileiros; e não para alimentar interesses ilegítimos do corporativismo estatal ou para financiar atos de corrupção.
Com os recursos poupados neste "enxugamento" deveremos fazer um investimento, sério e absolutamente prioritário, no desenvolvimento das capacidades e competências da nossa população. Os próprios cidadãos – os que estão causando os problemas e os que estão sendo afetados por eles – terão que ser convocados, formados e capacitados para assumir, individualmente e/ou através de grupos organizados, uma crescente parcela de responsabilidade na correção dos erros que eles involuntariamente estão cometendo e na solução dos seus próprios problemas. Com este objetivo em mente, o obsoleto Estado perpetuador de dependências deverá transformar-se em um Estado educador, "empoderador" dos cidadãos e emancipador das dependências que eles atualmente têm dos governos. Nas atuais circunstâncias de "paralisia" e impotência dos serviços públicos, compartilhar responsabilidades entre o Estado e os cidadãos é uma proposta que vale a pena discutir e construir.
Críticas e contribuições a esta proposta serão bem-vindas através dos e-mails:
- Polan.Lacki@uol.com.br
- Polan.Lacki@onda.com.br
Outros artigos do autor estão disponíveis nas Páginas Web;
- http://www.polanlacki.com.br
- http://www.polanlacki.com.br/agrobr
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Aliados Do Parque Augusta
Aliados do Parque Augusta: denunciem uma pesquisa que está sendo distribuida nos predios da região da Consolação a mando do Sr. Armando Conde, ex-dono do BCN. O objetivo é conseguir apoio para a construção de dois prédios no Parque Augusta. Nâo assinem nem atendam aos pesquisadores. Defendam o Verde e lutem contra a especulação imobilária. PARQUE AUGUSTA JÁ!
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Resumo e situação atual de nossa luta pelo Parque Augusta
PARQUE AUGUSTA
UMA LUTA CONSTANTE!
BREVE HISTÓRICO:
Desde há muito, viamos a área do terreno da Rua Caio Prado com Marquês de Paranaguá como um PARQUE. Bosque de vegetação nativa em área permeável de 1 alqueire – Mais de 24.200m²., composta de duas glebas, com matriculas imobiliárias distintas.
Ao descobrir que uma rede de hipermercados estava aprovando um projeto de construção de uma loja, que ocuparia mais da metade do terreno no local, causando sério impacto de transito na região e acabaria com o sonho de ter um PARQUE, travamos uma batalha que nos levou à vitória. O empreendedor desistiu do projeto insano.
Logo após, o proprietário apresentava projeto de construção de 3 torres no local, condomínios que receberiam milhares de moradores e, portanto, milhares de automóveis, projeto de grande impacto negativo, que também acabava com o sonho de ter um parque. Simplesmente UM PARQUE!
Os moradores do entorno, liderados por Luciana, Sérgio, José Augusto, Márcia e centenas de outros, apoiados pelo Movimento de Idosos, Professores e Estudantes dos Colégios Públicos do entorno, Caetano de Campos e Marina Cintra, foi de vital importância para a ação da SAMORCC – Soc. Amigos e Moradores Bairro Cerqueira César (Jardins e Consolação).
Para nossa surpresa, alegria e comemoração, em 2.007 – vésperas das eleições Municipais, recebemos da Municipalidade a sonhada notícia da DUP – DESAPROPRIAÇÃO PARA UTILIDADE PÚBLICA, transformando a área no PARQUE AUGUSTA.
Passadas as eleições, recebemos notícia dos mesmos governantes, que a área deveria suportar a edificação de 03 prédios em condomínio. A população revoltada, interpretando “estelionato eleitoral” saiu novamente às ruas, conseguindo arregimentar mais de 1.000 pessoas em concentração no local, caminhada até a Câmara Municipal e Prefeitura, enfim, MOBILIZAÇÃO TOTAL EM FAVOR DO MEIO AMBIENTE.
Logo após, recebemos notícias da construção de uma escola que ocuparia mais de 7.000m² da área, acabando com o sonho do povo da Consolação de ter um PARQUE e em região SEM DEMANDA DE VAGAS e com prédios públicos prontos ociosos, abandonados.
Diante da luta da população, a idéia foi abortada mas ainda há o perigo, pende de aprovação junto a Prefeitura, projeto de edificação de torres na área, o qual está em vias de aprovação. Exatamente como praticam os especuladores imobiliários, que passam seus tratores sobre a história da cidade, sobre as florestas e área verdes.
AÇÃO JUDICIAL:
Na iminência de aprovação de construção na área e diante da falta de respeito do Poder Público e de seus governantes com o povo, não restou outro caminho, senão o de requerer junto ao Ministério Público, abertura de AÇÃO CIVIL PÚBLICA.
Principais alegações:
DO DIREITO
Todo o Poder emana do povo e em seu nome tem de ser exercido. Preceito constitucional que deve ser conhecido por todos e lembrado a cada ato administrativo ou lei, decreto ou portaria proposta.
O POVO pede que a área seja destinada a PARQUE e o GOVERNO PODE E DEVE DESTINAR A ÁREA COMO PARQUE!
É, ainda, garantia constitucional como direito fundamental
Art. 5º - Inciso: XXIII - a propriedade atenderá a sua função social;
Art. 225 da CF: Art. 225 - Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
HÁ EQUILIBRIO AMBIENTAL NA ÁREA DA CONSOLAÇÃO?
E COM A CONSTRUÇÃO E IMPERMEABILIZAÇÃO DA ÁREA, E A PERDA DO PARQUE AUGUSTA?
VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente;
O GOVERNANTE DEVE SER O EXEMPLO PARA O POVO. NESTE CASO LUDIBRIOU A POPULAÇÃO CONCEDENDO – DUP DESAPROPRIAÇÃO PARA UTILIDADE PÚBLICA, VOLTANDO ATRÁS APÓS ELEIÇÕES.
O GOVERNANTE DEVERIA PROMOVER A EDUCAÇÃO AMBIENTAL ENSINANDO A POPULAÇÃO A PRESERVAR O MEIO AMBIENTE MAS DESEDUCA AO INCENTIVAR A MENTIRA E AO DESTRUIR A NATUREZA.
DA PROPRIEDADE EM QUESTÃO:
Área particular, com alguns gravames:
- FLORESTA NATIVA, IMUNE DE SUPRESSÃO OU CORTE, em praticamente 50% ou metade da área;
- SERVIDÃO DE PASSAGEM da Rua Caio Prado até a Marquês de Paranaguá, constante de registro imobiliário;
- PACTO feito durante a gestão do então Prefeito Jânio Quadros, permitindo-se a construção de no máximo ¼ da área, restringindo-se a construção de hotel, de categoria internacional.
- EXISTÊNCIA DE SERVIDÃO À SABESP DE UMA ADUTORA.
- ÁREA DE PREEMPÇÃO CONSTANTE DO PLADO DIRETOR DA CIDADE DE SÃO PAULO.
- DUP – DECLARAÇÃO DE UTILIDADE PÚBLICA feita pelo atual Prefeito;
- ÁREA DE ENCOSTA:
- ÚLTIMA ÁREA PERMEÁVEL DA REGIÃO.
CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Estamos assistindo os últimos acontecimentos dos chamados fenômenos naturais, que vitimam milhares de pessoas, exatamente pela falta de respeito, pelo abuso que o ser humano vem praticando contra a natureza, que não perdoa. Dilúvios, enchentes, desmoronamentos são apenas alguns resultados de ações humanas gananciosas.
Em São Paulo temos visto uma ocupação desenfreada e irresponsável, política rodoviarista e cultura do cimento e asfalto, desmatando e ocupando encostas, áreas protegidas e margens de rios, corta-se florestas e impermeabiliza-se importantes áreas verdes, sem qualquer planejamento ou respeito a natureza.
Ainda somos um velho rascunho e pelo que se vê, não se pretende passá-lo a limpo. Em nosso bairro há inúmeros prédios abandonados, cortiços, etc., imóveis que poderiam passar por um “retrofit” para atender a demanda habitacional, preservando-se a área verde do PARQUE AUGUSTA, verdadeiro “respiro da terra” e anseio da população pela melhoria da qualidade de vida.
Nossa maior arma é a educação, na qual há a conscientização e a comunicação, com a qual mobilizamos milhares de pessoas, em busca do melhor para o coletivo – COMUNIDADE e não apenas para especulador que só visa o lucro em detrimento do povo, inclusive dos que ainda não nasceram.
A população está atenta e unida. A luta continua!
Célia Marcondes
celiamarcondes@gmail.com
UMA LUTA CONSTANTE!
BREVE HISTÓRICO:
Desde há muito, viamos a área do terreno da Rua Caio Prado com Marquês de Paranaguá como um PARQUE. Bosque de vegetação nativa em área permeável de 1 alqueire – Mais de 24.200m²., composta de duas glebas, com matriculas imobiliárias distintas.
Ao descobrir que uma rede de hipermercados estava aprovando um projeto de construção de uma loja, que ocuparia mais da metade do terreno no local, causando sério impacto de transito na região e acabaria com o sonho de ter um PARQUE, travamos uma batalha que nos levou à vitória. O empreendedor desistiu do projeto insano.
Logo após, o proprietário apresentava projeto de construção de 3 torres no local, condomínios que receberiam milhares de moradores e, portanto, milhares de automóveis, projeto de grande impacto negativo, que também acabava com o sonho de ter um parque. Simplesmente UM PARQUE!
Os moradores do entorno, liderados por Luciana, Sérgio, José Augusto, Márcia e centenas de outros, apoiados pelo Movimento de Idosos, Professores e Estudantes dos Colégios Públicos do entorno, Caetano de Campos e Marina Cintra, foi de vital importância para a ação da SAMORCC – Soc. Amigos e Moradores Bairro Cerqueira César (Jardins e Consolação).
Para nossa surpresa, alegria e comemoração, em 2.007 – vésperas das eleições Municipais, recebemos da Municipalidade a sonhada notícia da DUP – DESAPROPRIAÇÃO PARA UTILIDADE PÚBLICA, transformando a área no PARQUE AUGUSTA.
Passadas as eleições, recebemos notícia dos mesmos governantes, que a área deveria suportar a edificação de 03 prédios em condomínio. A população revoltada, interpretando “estelionato eleitoral” saiu novamente às ruas, conseguindo arregimentar mais de 1.000 pessoas em concentração no local, caminhada até a Câmara Municipal e Prefeitura, enfim, MOBILIZAÇÃO TOTAL EM FAVOR DO MEIO AMBIENTE.
Logo após, recebemos notícias da construção de uma escola que ocuparia mais de 7.000m² da área, acabando com o sonho do povo da Consolação de ter um PARQUE e em região SEM DEMANDA DE VAGAS e com prédios públicos prontos ociosos, abandonados.
Diante da luta da população, a idéia foi abortada mas ainda há o perigo, pende de aprovação junto a Prefeitura, projeto de edificação de torres na área, o qual está em vias de aprovação. Exatamente como praticam os especuladores imobiliários, que passam seus tratores sobre a história da cidade, sobre as florestas e área verdes.
AÇÃO JUDICIAL:
Na iminência de aprovação de construção na área e diante da falta de respeito do Poder Público e de seus governantes com o povo, não restou outro caminho, senão o de requerer junto ao Ministério Público, abertura de AÇÃO CIVIL PÚBLICA.
Principais alegações:
DO DIREITO
Todo o Poder emana do povo e em seu nome tem de ser exercido. Preceito constitucional que deve ser conhecido por todos e lembrado a cada ato administrativo ou lei, decreto ou portaria proposta.
O POVO pede que a área seja destinada a PARQUE e o GOVERNO PODE E DEVE DESTINAR A ÁREA COMO PARQUE!
É, ainda, garantia constitucional como direito fundamental
Art. 5º - Inciso: XXIII - a propriedade atenderá a sua função social;
Art. 225 da CF: Art. 225 - Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
HÁ EQUILIBRIO AMBIENTAL NA ÁREA DA CONSOLAÇÃO?
E COM A CONSTRUÇÃO E IMPERMEABILIZAÇÃO DA ÁREA, E A PERDA DO PARQUE AUGUSTA?
VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente;
O GOVERNANTE DEVE SER O EXEMPLO PARA O POVO. NESTE CASO LUDIBRIOU A POPULAÇÃO CONCEDENDO – DUP DESAPROPRIAÇÃO PARA UTILIDADE PÚBLICA, VOLTANDO ATRÁS APÓS ELEIÇÕES.
O GOVERNANTE DEVERIA PROMOVER A EDUCAÇÃO AMBIENTAL ENSINANDO A POPULAÇÃO A PRESERVAR O MEIO AMBIENTE MAS DESEDUCA AO INCENTIVAR A MENTIRA E AO DESTRUIR A NATUREZA.
DA PROPRIEDADE EM QUESTÃO:
Área particular, com alguns gravames:
- FLORESTA NATIVA, IMUNE DE SUPRESSÃO OU CORTE, em praticamente 50% ou metade da área;
- SERVIDÃO DE PASSAGEM da Rua Caio Prado até a Marquês de Paranaguá, constante de registro imobiliário;
- PACTO feito durante a gestão do então Prefeito Jânio Quadros, permitindo-se a construção de no máximo ¼ da área, restringindo-se a construção de hotel, de categoria internacional.
- EXISTÊNCIA DE SERVIDÃO À SABESP DE UMA ADUTORA.
- ÁREA DE PREEMPÇÃO CONSTANTE DO PLADO DIRETOR DA CIDADE DE SÃO PAULO.
- DUP – DECLARAÇÃO DE UTILIDADE PÚBLICA feita pelo atual Prefeito;
- ÁREA DE ENCOSTA:
- ÚLTIMA ÁREA PERMEÁVEL DA REGIÃO.
CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Estamos assistindo os últimos acontecimentos dos chamados fenômenos naturais, que vitimam milhares de pessoas, exatamente pela falta de respeito, pelo abuso que o ser humano vem praticando contra a natureza, que não perdoa. Dilúvios, enchentes, desmoronamentos são apenas alguns resultados de ações humanas gananciosas.
Em São Paulo temos visto uma ocupação desenfreada e irresponsável, política rodoviarista e cultura do cimento e asfalto, desmatando e ocupando encostas, áreas protegidas e margens de rios, corta-se florestas e impermeabiliza-se importantes áreas verdes, sem qualquer planejamento ou respeito a natureza.
Ainda somos um velho rascunho e pelo que se vê, não se pretende passá-lo a limpo. Em nosso bairro há inúmeros prédios abandonados, cortiços, etc., imóveis que poderiam passar por um “retrofit” para atender a demanda habitacional, preservando-se a área verde do PARQUE AUGUSTA, verdadeiro “respiro da terra” e anseio da população pela melhoria da qualidade de vida.
Nossa maior arma é a educação, na qual há a conscientização e a comunicação, com a qual mobilizamos milhares de pessoas, em busca do melhor para o coletivo – COMUNIDADE e não apenas para especulador que só visa o lucro em detrimento do povo, inclusive dos que ainda não nasceram.
A população está atenta e unida. A luta continua!
Célia Marcondes
celiamarcondes@gmail.com
sábado, 29 de janeiro de 2011
Por Educação de Qualidade no Brasil
Caros internautas,
Já se encontra no ar a página que você poderá manifestar-se publicamente em prol de Educação de Qualidade no Brasil.
"http://www.peticaopublica.com/?pi=PEQB2011"
Aproveite o momento e registre o seu apoio a causa.
Antônio Fernandes dos Santos
Professor - São Paulo
Já se encontra no ar a página que você poderá manifestar-se publicamente em prol de Educação de Qualidade no Brasil.
"http://www.peticaopublica.com/?pi=PEQB2011"
Aproveite o momento e registre o seu apoio a causa.
Antônio Fernandes dos Santos
Professor - São Paulo
A privatização dos hospitais públicos em São Paulo
Caros internautas,
Nossa proposta inicial com esse blog era fomentar a discussão e divilgação das idéias em prol da criação do Parque Augusta, na região da Consolação em São Paulo. Até o presente, o parque ainda não foi criado mas, continuamos lutando com esse propósito no grupo Aliados do Parque Augusta. Entretanto, percebemos que outros tantos assuntos, também podem serem pautados, sem necessáriamente descaracterizar o foco inicial: educação e saúde estão entre esses temas e por isso as matérias abaixo foram publicadas. Conto com seu comentário construtivo.
As informações a seguir, foi recebida por e-mail.
Ano de 2010 termina com privatização no SUS
Em São Paulo, assembléia legislativa aprova reserva de 25% de vagas em hospitais públicos para convênios e planos de saúde. Movimentos planejam questionar lei na justiça Primeiro, foi criada a Constituição Brasileira, em 1988, e com ela o Sistema Ùnico de Saúde (SUS) para atender a todos os brasileiros. Naquela época, os hospitais do SUS eram públicos. Dez anos depois, em São Paulo, foi permitido por lei estadual que a gestão desses hospitais fosse privatizada e eles passassem a ser administradas pelas Organizações Sociais (OS). Agora, outra vez, pouco mais de dez anos depois, uma modificação na lei permite que leitos e serviços dos hospitais públicos, geridos por OS, sejam vendidos. No dia 21 de dezembro de 2010, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou por 55 a 18 votos o Projeto de Lei Complementar (PLC) 45 de 2010 , que permite a destinação de 25% dos leitos e atendimentos de hospitais do SUS a particulares e usuários de planos de saúde privados. A mudança valerá para as unidades geridas por OSs, que, segundo a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, contabilizam 20 hospitais. O projeto foi enviado à Alesp pelo governo de Alberto Goldman (PSDB/SP) em regime de urgência e ainda precisa passar pela sanção do novo governador. Movimentos sociais ligados à saúde asseguram que questionarão a mudança na justiça e que a proposta fere a Constituição federal.
De acordo com Spina, o processo de aprovação do PLC foi conduzido de forma a impossibilitar a discussão da proposta. "Organizamos manifestações na Assembleia Legislativa, junto com o Sindisaúde, o Sindisprev e outros sindicatos aqui de São Paulo. Sempre que havia perspectiva de votar a proposta, reuníamos as pessoas para estarem na porta da Assembleia. No dia em que foi aprovado o projeto eles inverteram a pauta, votaram primeiro o orçamento, deixaram bem esvaziado o plenário para cansar e aprovar apenas no fim da noite, às vésperas do natal".O deputado estadual Raul Marcelo (PSOL/SP), um dos que fizeram oposição à iniciativa, reforça a descrição do militante do Fórum Popular de Saúde. "Não houve tempo para nenhuma discussão, foi no apagar das luzes de 2010. Os planos de saúde estão financiando muitas campanhas em São Paulo e aí o lobby é muito pesado na Assembleia".
Em 2009, quando outra modificação na lei de criação das Organizações Sociais (OS) da Saúde foi aprovada - a que permite que unidades de saúde antigas também possam ser geridas por OS - também se tentou aprovar uma emenda que garantia a destinação de 25% dos leitos e serviços para particulares e conveniados. Entretanto, na ocasião, o governador José Serra (PSDB/SP) vetou o trecho. "Era período eleitoral e ele [José Serra] teria desgaste, então vetou. Mas, passada a eleição, novamente o PSDB mandou o projeto e é isso o que está acontecendo", analisa Paulo Roberto Spina, do Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo.
Privilégios no SUS
Em nota , a Secretaria de Saúde de São Paulo respondeu que, com a aprovação da proposta, não haverá prioridade para o público pagante nas unidades de saúde. "A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo esclarece que o projeto de lei complementar nº 45/2010, encaminhado à Assembleia Legislativa pelo governo paulista, de maneira nenhuma significa restrição de atendimento aos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) em hospitais estaduais, em detrimento dos clientes de planos de saúde. Não é correto, portanto, dizer que os pacientes do SUS poderão perder 25% de suas vagas para os convênios médicos em hospitais públicos estaduais. (...)É importante ressaltar que o projeto, caso seja aprovado, não irá alterar a rotina da prestação de serviços aos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) nos hospitais estaduais gerenciados por Organizações Sociais de Saúde. Tampouco haverá qualquer prioridade ao atendimento de usuários de planos ou convênios de saúde", afirma a nota.
Entretanto, para o pesquisador do departamento de medicina preventiva da faculdade de medicina da Universidade de São Paulo, Mario Scheffer, a iniciativa cria o que ele chama de um "apartheid hospitalar dentro do SUS". "As pessoas serão atendidas não de acordo com a sua necessidade de saúde, mas de acordo com a sua possibilidade de pagamento, com a possibilidade de ter ou não um plano de saúde. Isso é muito ruim: passa-se a ter cidadãos de primeira e de segunda categoria nas mesmas unidades do SUS".
O pesquisador lembra que já há unidades com filas duplas no SUS, como no caso dos hospitais universitários. Ele ressalta que as experiências já existentes mostram que a prioridade de atendimento passa a ser para o público pagante ou conveniado, que tem também um serviço diferenciado de hotelaria. "Além disso, se consegue agendar consultas, exames, internação com bastante antecedência se comparado com os meses de espera para algumas especialidades do SUS".
De acordo com a mensagem enviada à Alesp pelo então governador Alberto Goldman, a iniciativa tem como objetivo promover o ressarcimento dos planos de saúde ao SUS, já que cerca de 40% da população do estado de São Paulo possui planos. A nota enviada pela Secretaria Estadual de Saúde confirma a justificativa. "Hoje os hospitais estaduais gerenciados por Organizações Sociais de Saúde (entidades sem fins lucrativos) já recebem, espontaneamente, pacientes que possuem planos ou seguros de saúde privados. Mas não há possibilidade legal de esses hospitais cobrarem das empresas de planos de saúde ressarcimento do valor gasto para atender seus clientes. A conta, portanto, vai para o SUS, onerando o sistema", diz o texto. A nota cita ainda como exemplo o caso do Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp) e afirma que na unidade cerca de 18% do total de usuários possuem planos de saúde.
Mário Scheffer rebate a afirmação da secretaria de que não há possibilidade legal de os hospitais cobrarem o ressarcimento dos planos de saúde. "Já existe a lei dos planos de saúde [Lei 9.656/1998], que prevê o expediente do ressarcimento ao SUS. Toda vez que um paciente de um plano de saúde for atendido num hospital público, a operadora tem que ressarcir os cofres públicos desse atendimento. O SUS não tem recebido porque a Agência Nacional de Saúde (ANS), que regula os planos de saúde, juntamente com o próprio governo do estado de São Paulo não efetivaram o ressarcimento ao SUS".
Paulo Spina lembra também que em 2010 o Supremo Tribunal Federal determinou que os convênios deveriam cumprir a lei e ressarcir o SUS em nível federal. "Portanto, nós temos mecanismos legais para cobrar do convênio quando a pessoa interna no SUS. Não é preciso fazer uma separação de vagas. Na verdade precisaria que a ANS funcionasse e que não fosse um organismo a serviço dos convênios e dos planos de saúde, mas a serviço dos usuários e do SUS".
Quem ganha e quem perde
Para a Secretaria Estadual de Saúde, quem sai ganhando com a nova legislação são os hospitais públicos, que terão outra fonte de recursos para investimento. Mas para movimentos sociais e pesquisadores que afirmam que a medida é inconstitucional, quem ganha é o setor privado e os planos de saúde. "É mais uma forma de se entregar o espaço público do SUS para o setor privado. Hoje existe um crescimento grande de planos populares, são planos baratos para as classes c e d, em ascensão, com a rede credenciada muito diminuída. E as operadoras que vendem esses planos certamente vão se beneficiar muito ostentando na sua rede credenciada esses hospitais públicos, que são de excelência, e que vão agregar um valor a esses planos medíocres", aposta Scheffer. Além disso, o professor reforça que não está especificado na lei para onde vão os recursos que, de acordo com a mudança, serão pagos pelos planos.
Para além da discussão da constitucionalidade da recente medida aprovada pela Alesp, há uma outra ação na justiça que questiona o próprio modelo de gestão por OS aprovado em São Paulo há mais de dez anos. A Adin 1923 tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) desde 1998. "Infelizmente a ação não foi julgada até hoje. As organizações sociais já são inconstitucionais, serviço público tem que ter servidor público concursado, como diz o artigo 37 da Constituição. Além disso, os princípios do SUS de participação, transparência, equidade e os demais são todos desrespeitados pelas OS's", diz o deputado Raul Marcelo.
Mário Scheffer acredita que a proposta do PLC 45/2010 evidencia também a falência do modelo das OS. O pesquisador destaca que quando a lei das OS foi aprovada, em 2005, os hospitais geridos por elas receberam momentaneamente muitos recursos, mas que hoje, esse montante diferenciado já não está mais disponível para essas organizações. "Esses hospitais tinham grandes privilégios, receberam um financiamento extraordinário, receberam todo equipamento, não tiveram que colocar recursos de custeio, ou seja, foi criada uma vitrine assistencial. Só que passados dez anos, estes hospitais começam a precisar de reformas, de mais equipamentos, de mais pessoal. E os recursos não são suficientes, porque foram investidos recursos muito privilegiados, que as próprias unidades do SUS não tiveram à disposição. Então, o que aprovaram agora é uma lei também no sentido de salvar essa vitrine assistencial do estado de São Paulo".
O SUS é de todos
Para o Fórum de Saúde de São Paulo, no Brasil como um todo há muito mais recursos no setor privado da saúde, o que impede que o SUS seja de fato universal. "Há uma equação totalmente perversa no investimento em saúde no Brasil, com um investimento muito maior na rede privada do que na rede pública, sendo que apenas 20% da população utiliza a saúde privada. O desejável é que 100% das pessoas utilizem o serviço público, por isso a lei aprovada não se justifica", observa Spina.
Mário destaca ainda que de fato uma porcentagem alta das pessoas que têm planos de saúde acabam recorrendo ao SUS, já que os planos são precários e com várias restrições de atendimento. "Elas entram no sistema porque não conseguem atendimento na rede privada, principalmente nos atendimentos mais caros, de maior complexidade. O SUS atende quase a totalidade dos atendimentos de urgência e emergência, mas também toda a questão dos transplantes, Aids, renais crônicos, atendimentos psiquiátricos", descreve. E reforça: "Esse fluxo de usuário no SUS já existe, mas o SUS é de todos, tem que atender todo mundo que chega até ele. Então, a distorção é anterior, não será isso que irá resolver a distorção, pelo contrário isso só irá aumentar esta diferenciação".
Uma preocupação dos setores contrários à lei aprovada em São Paulo é de que essa mudança passe a valer em outros estados e municípios. Por isso, de acordo com Spina, o movimento intensificará as manifestações em cada unidade onde a lei for implementada, além de questionar judicialmente a medida no Ministério Público. "Os usuários e os trabalhadores da saúde já estão enxergando que a privatização não é solução, que está pior, que o serviço de entrega de remédios, por exemplo, funcionava melhor antes, que o laboratório antes de ser terceirizado funcionava melhor".
Para Mário Scheffer, é preciso também aproveitar que em 2011 uma nova gestão assume o Ministério da Saúde e que será realizada a Conferência Nacional de Saúde para que a questão seja discutida nacionalmente. "Este debate tem que ser nacional, assim como está sendo o debate das OS e das fundações estatais de direito privado".
* Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), Fiocruz
Ana Cláudia de Araújo Teixeira
Núcleo TRAMAS - Trabalho, Meio Ambiente e Saúde para a Sustentabilidade
Departamento de Saúde Comunitária
Faculdade de Medicina
Universidade Federal do Ceará
Nossa proposta inicial com esse blog era fomentar a discussão e divilgação das idéias em prol da criação do Parque Augusta, na região da Consolação em São Paulo. Até o presente, o parque ainda não foi criado mas, continuamos lutando com esse propósito no grupo Aliados do Parque Augusta. Entretanto, percebemos que outros tantos assuntos, também podem serem pautados, sem necessáriamente descaracterizar o foco inicial: educação e saúde estão entre esses temas e por isso as matérias abaixo foram publicadas. Conto com seu comentário construtivo.
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Ano de 2010 termina com privatização no SUS
Em São Paulo, assembléia legislativa aprova reserva de 25% de vagas em hospitais públicos para convênios e planos de saúde. Movimentos planejam questionar lei na justiça Primeiro, foi criada a Constituição Brasileira, em 1988, e com ela o Sistema Ùnico de Saúde (SUS) para atender a todos os brasileiros. Naquela época, os hospitais do SUS eram públicos. Dez anos depois, em São Paulo, foi permitido por lei estadual que a gestão desses hospitais fosse privatizada e eles passassem a ser administradas pelas Organizações Sociais (OS). Agora, outra vez, pouco mais de dez anos depois, uma modificação na lei permite que leitos e serviços dos hospitais públicos, geridos por OS, sejam vendidos. No dia 21 de dezembro de 2010, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou por 55 a 18 votos o Projeto de Lei Complementar (PLC) 45 de 2010 , que permite a destinação de 25% dos leitos e atendimentos de hospitais do SUS a particulares e usuários de planos de saúde privados. A mudança valerá para as unidades geridas por OSs, que, segundo a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, contabilizam 20 hospitais. O projeto foi enviado à Alesp pelo governo de Alberto Goldman (PSDB/SP) em regime de urgência e ainda precisa passar pela sanção do novo governador. Movimentos sociais ligados à saúde asseguram que questionarão a mudança na justiça e que a proposta fere a Constituição federal.
De acordo com Spina, o processo de aprovação do PLC foi conduzido de forma a impossibilitar a discussão da proposta. "Organizamos manifestações na Assembleia Legislativa, junto com o Sindisaúde, o Sindisprev e outros sindicatos aqui de São Paulo. Sempre que havia perspectiva de votar a proposta, reuníamos as pessoas para estarem na porta da Assembleia. No dia em que foi aprovado o projeto eles inverteram a pauta, votaram primeiro o orçamento, deixaram bem esvaziado o plenário para cansar e aprovar apenas no fim da noite, às vésperas do natal".O deputado estadual Raul Marcelo (PSOL/SP), um dos que fizeram oposição à iniciativa, reforça a descrição do militante do Fórum Popular de Saúde. "Não houve tempo para nenhuma discussão, foi no apagar das luzes de 2010. Os planos de saúde estão financiando muitas campanhas em São Paulo e aí o lobby é muito pesado na Assembleia".
Em 2009, quando outra modificação na lei de criação das Organizações Sociais (OS) da Saúde foi aprovada - a que permite que unidades de saúde antigas também possam ser geridas por OS - também se tentou aprovar uma emenda que garantia a destinação de 25% dos leitos e serviços para particulares e conveniados. Entretanto, na ocasião, o governador José Serra (PSDB/SP) vetou o trecho. "Era período eleitoral e ele [José Serra] teria desgaste, então vetou. Mas, passada a eleição, novamente o PSDB mandou o projeto e é isso o que está acontecendo", analisa Paulo Roberto Spina, do Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo.
Privilégios no SUS
Em nota , a Secretaria de Saúde de São Paulo respondeu que, com a aprovação da proposta, não haverá prioridade para o público pagante nas unidades de saúde. "A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo esclarece que o projeto de lei complementar nº 45/2010, encaminhado à Assembleia Legislativa pelo governo paulista, de maneira nenhuma significa restrição de atendimento aos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) em hospitais estaduais, em detrimento dos clientes de planos de saúde. Não é correto, portanto, dizer que os pacientes do SUS poderão perder 25% de suas vagas para os convênios médicos em hospitais públicos estaduais. (...)É importante ressaltar que o projeto, caso seja aprovado, não irá alterar a rotina da prestação de serviços aos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) nos hospitais estaduais gerenciados por Organizações Sociais de Saúde. Tampouco haverá qualquer prioridade ao atendimento de usuários de planos ou convênios de saúde", afirma a nota.
Entretanto, para o pesquisador do departamento de medicina preventiva da faculdade de medicina da Universidade de São Paulo, Mario Scheffer, a iniciativa cria o que ele chama de um "apartheid hospitalar dentro do SUS". "As pessoas serão atendidas não de acordo com a sua necessidade de saúde, mas de acordo com a sua possibilidade de pagamento, com a possibilidade de ter ou não um plano de saúde. Isso é muito ruim: passa-se a ter cidadãos de primeira e de segunda categoria nas mesmas unidades do SUS".
O pesquisador lembra que já há unidades com filas duplas no SUS, como no caso dos hospitais universitários. Ele ressalta que as experiências já existentes mostram que a prioridade de atendimento passa a ser para o público pagante ou conveniado, que tem também um serviço diferenciado de hotelaria. "Além disso, se consegue agendar consultas, exames, internação com bastante antecedência se comparado com os meses de espera para algumas especialidades do SUS".
De acordo com a mensagem enviada à Alesp pelo então governador Alberto Goldman, a iniciativa tem como objetivo promover o ressarcimento dos planos de saúde ao SUS, já que cerca de 40% da população do estado de São Paulo possui planos. A nota enviada pela Secretaria Estadual de Saúde confirma a justificativa. "Hoje os hospitais estaduais gerenciados por Organizações Sociais de Saúde (entidades sem fins lucrativos) já recebem, espontaneamente, pacientes que possuem planos ou seguros de saúde privados. Mas não há possibilidade legal de esses hospitais cobrarem das empresas de planos de saúde ressarcimento do valor gasto para atender seus clientes. A conta, portanto, vai para o SUS, onerando o sistema", diz o texto. A nota cita ainda como exemplo o caso do Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp) e afirma que na unidade cerca de 18% do total de usuários possuem planos de saúde.
Mário Scheffer rebate a afirmação da secretaria de que não há possibilidade legal de os hospitais cobrarem o ressarcimento dos planos de saúde. "Já existe a lei dos planos de saúde [Lei 9.656/1998], que prevê o expediente do ressarcimento ao SUS. Toda vez que um paciente de um plano de saúde for atendido num hospital público, a operadora tem que ressarcir os cofres públicos desse atendimento. O SUS não tem recebido porque a Agência Nacional de Saúde (ANS), que regula os planos de saúde, juntamente com o próprio governo do estado de São Paulo não efetivaram o ressarcimento ao SUS".
Paulo Spina lembra também que em 2010 o Supremo Tribunal Federal determinou que os convênios deveriam cumprir a lei e ressarcir o SUS em nível federal. "Portanto, nós temos mecanismos legais para cobrar do convênio quando a pessoa interna no SUS. Não é preciso fazer uma separação de vagas. Na verdade precisaria que a ANS funcionasse e que não fosse um organismo a serviço dos convênios e dos planos de saúde, mas a serviço dos usuários e do SUS".
Quem ganha e quem perde
Para a Secretaria Estadual de Saúde, quem sai ganhando com a nova legislação são os hospitais públicos, que terão outra fonte de recursos para investimento. Mas para movimentos sociais e pesquisadores que afirmam que a medida é inconstitucional, quem ganha é o setor privado e os planos de saúde. "É mais uma forma de se entregar o espaço público do SUS para o setor privado. Hoje existe um crescimento grande de planos populares, são planos baratos para as classes c e d, em ascensão, com a rede credenciada muito diminuída. E as operadoras que vendem esses planos certamente vão se beneficiar muito ostentando na sua rede credenciada esses hospitais públicos, que são de excelência, e que vão agregar um valor a esses planos medíocres", aposta Scheffer. Além disso, o professor reforça que não está especificado na lei para onde vão os recursos que, de acordo com a mudança, serão pagos pelos planos.
Para além da discussão da constitucionalidade da recente medida aprovada pela Alesp, há uma outra ação na justiça que questiona o próprio modelo de gestão por OS aprovado em São Paulo há mais de dez anos. A Adin 1923 tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) desde 1998. "Infelizmente a ação não foi julgada até hoje. As organizações sociais já são inconstitucionais, serviço público tem que ter servidor público concursado, como diz o artigo 37 da Constituição. Além disso, os princípios do SUS de participação, transparência, equidade e os demais são todos desrespeitados pelas OS's", diz o deputado Raul Marcelo.
Mário Scheffer acredita que a proposta do PLC 45/2010 evidencia também a falência do modelo das OS. O pesquisador destaca que quando a lei das OS foi aprovada, em 2005, os hospitais geridos por elas receberam momentaneamente muitos recursos, mas que hoje, esse montante diferenciado já não está mais disponível para essas organizações. "Esses hospitais tinham grandes privilégios, receberam um financiamento extraordinário, receberam todo equipamento, não tiveram que colocar recursos de custeio, ou seja, foi criada uma vitrine assistencial. Só que passados dez anos, estes hospitais começam a precisar de reformas, de mais equipamentos, de mais pessoal. E os recursos não são suficientes, porque foram investidos recursos muito privilegiados, que as próprias unidades do SUS não tiveram à disposição. Então, o que aprovaram agora é uma lei também no sentido de salvar essa vitrine assistencial do estado de São Paulo".
O SUS é de todos
Para o Fórum de Saúde de São Paulo, no Brasil como um todo há muito mais recursos no setor privado da saúde, o que impede que o SUS seja de fato universal. "Há uma equação totalmente perversa no investimento em saúde no Brasil, com um investimento muito maior na rede privada do que na rede pública, sendo que apenas 20% da população utiliza a saúde privada. O desejável é que 100% das pessoas utilizem o serviço público, por isso a lei aprovada não se justifica", observa Spina.
Mário destaca ainda que de fato uma porcentagem alta das pessoas que têm planos de saúde acabam recorrendo ao SUS, já que os planos são precários e com várias restrições de atendimento. "Elas entram no sistema porque não conseguem atendimento na rede privada, principalmente nos atendimentos mais caros, de maior complexidade. O SUS atende quase a totalidade dos atendimentos de urgência e emergência, mas também toda a questão dos transplantes, Aids, renais crônicos, atendimentos psiquiátricos", descreve. E reforça: "Esse fluxo de usuário no SUS já existe, mas o SUS é de todos, tem que atender todo mundo que chega até ele. Então, a distorção é anterior, não será isso que irá resolver a distorção, pelo contrário isso só irá aumentar esta diferenciação".
Uma preocupação dos setores contrários à lei aprovada em São Paulo é de que essa mudança passe a valer em outros estados e municípios. Por isso, de acordo com Spina, o movimento intensificará as manifestações em cada unidade onde a lei for implementada, além de questionar judicialmente a medida no Ministério Público. "Os usuários e os trabalhadores da saúde já estão enxergando que a privatização não é solução, que está pior, que o serviço de entrega de remédios, por exemplo, funcionava melhor antes, que o laboratório antes de ser terceirizado funcionava melhor".
Para Mário Scheffer, é preciso também aproveitar que em 2011 uma nova gestão assume o Ministério da Saúde e que será realizada a Conferência Nacional de Saúde para que a questão seja discutida nacionalmente. "Este debate tem que ser nacional, assim como está sendo o debate das OS e das fundações estatais de direito privado".
* Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), Fiocruz
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