domingo, 10 de maio de 2015

Mais universitários da FMU na luta pelo Parque Augusta

Faculdades Metropolitanas Unidas Ana Claudia de Magalhães Guedes Dábila Lauana Cazarotto Fernanda Pereira Ribeiro Corral Marília Moura Silva Dias “A LUTA POR UM PARQUE SUSTENTÁVEL – PARQUE AUGUSTA” Trabalho entregue á disciplina de Empreendedorismo Educacional, sob a orientação da professora: Elizabeth Fortunato do curso de pedagogia, turma: 08106A07, período: manhã. São Paulo 2015 PLANO DE AULA Tema: “A luta por um parque sustentável – Parque Augusta”. Objetivos Gerais: - Expor a importância do meio ambiente e de relações sustentáveis; - Tornar os educandos seres pensantes, analíticos, reflexivos e conscientes. Objetivos Específicos: - Desenvolver o sentimento de pertencimento à cidade (espaço público) e ao coletivo (grupo social e cultural); - Introduzir noções sobre biodiversidade e empreendedorismo para aproximar-se da compreensão da importância do Parque para a comunidade e para a cidade; - Perceber que o Parque não é apenas um conjunto de árvores e descobrir diferentes perspectivas em sua organização estrutural. Ano: a partir do 3º ano do Ensino Fundamental. Tempo Estimado: 8 a 9 aulas com 50 minutos. Apresentação: O Terreno situado na Rua: Augusta possui duas destinações ainda não definidas para o seu futuro. De um lado está a Empresa Cyrella e Setin interessadas em utilizar o terreno para empreendimento de construção civil; do outro lado estão o MOVIECO - Movimento Ecológico, ativistas, defensores da preservação do meio ambiente, como um bem precioso a sociedade. O desfecho dessa história está sendo acompanhado pelo blog, pois é importante a consciência de que São Paulo necessita de áreas verdes para uma melhor qualidade de vida; já que parece vivermos em uma “selva de pedra”. Conteúdos: De acordo com a exposição sobre o assunto, a partir da apresentação dos seguintes temas: Meio Ambiente; Sustentabilidade; Biodiversidade; Interesses empreendedores (social e capitalista); Noções sobre organização estrutural do Parque Augusta (localização, história, características da região, e etc.). Desenvolvimento: 1ª Etapa = Os alunos vão explorar os conceitos: meio ambiente e natureza, com as percepções voltadas sobre a sustentabilidade, a partir de uma pesquisa elaborada em grupo com 4 alunos. - É importante que os alunos falem, discutem livremente em forma de debate, registrando na lousa as ideias que forem surgindo. - Em seguida, deve-se apresentar aos alunos imagens da cidade de São Paulo antes arborizada e depois modificada pelo homem com várias construções; convidando a todos para reflexão: O que vocês percebem nas imagens visualizadas? (Podendo citar como exemplo a situação do Pq. Augusta); - É necessário, saber a opinião dos alunos sobre o assunto, registrando as conclusões na lousa para que estes anotem no caderno. 2ª Etapa = - Dividir a sala em 2 equipes: A – Equipe Meio Ambiente (a favor do Parque) B – Equipe Empreendedora a Projetos (contra a permanência do Parque) - Após toda exposição, as equipes devem pesquisar e apresentar para a equipe oposta, os benefícios ou vantagens do projeto a ser implantado na área de ocupação, podendo ser: o “Parque Augusta” ou da Empresa Cyrella e Setin. - Em seguida, as equipes deverão se reunir para elaborar e debater as desvantagens correspondentes aos projetos opostos. Com isso a intenção é fazer com que os alunos reflitam sobre todas as hipóteses apresentadas para o destino do Parque e criem suas próprias conclusões. 3ª Etapa = As mesmas equipes deverão fazer uma maquete com materiais recicláveis, referente ao projeto defendido nos debates para exposição na escola. Avaliação: A verificação será realizada ao longo de todo o processo e deverá ser considerado: o interesse do aluno pelo assunto trabalhado; sua participação e envolvimento nas diferentes situações propostas; a compreensão da temática por meio da expressão de suas ideias, sentimentos e conclusões; entender o que pensam a respeito dos fenômenos que observam e o que ainda lhes é difícil compreender; as aquisições obtidas em vista de todo o processo vivido e em relação com os objetivos propostos. Considerações: Acreditamos que este Histórico da luta pelo Parque Augusta, tem muita influência sobre, a que de fato queremos mostrar entre a relação do Meio Ambiente e a Educação Empreendedora aos nossos alunos. Entretanto, a partir de toda pesquisa realizada sobre o Parque, pudemos entender algumas variedades de Empreendedorismo presentes na sociedade, porém identificamos que relacionados ao Projeto do Parque Augusta, há pelo menos dois tipos de Empreendedorismo: • Social: neste caso, representados pelo Movimento Ecológico, o pensamento está voltado em primeiro lugar no bem da comunidade, identificando suas necessidades. Eles idealizam ou executam meios inovadores para resolverem os possíveis conflitos, causando um impacto social positivo na comunidade; • Capitalista ou Empresarial: representados pelas empresas Cyrella e Setin, tem como principal objetivo a criação de lucro. Preocupando-se com processos a acumular riquezas. Por fim, vimos que ambos os lados são empreendedores, cada um a sua maneira, com a intenção de mudar a realidade em que está inserido; porém um lado visa o lucro, ganhos monetários e o outro visa o avanço das causas sociais e ambientais à busca de um futuro melhor para a comunidade. ANEXOS Histórico do Terreno O Parque Augusta é uma área com 24 mil metros quadrados localizada entre as ruas Caio Prado, Augusta, Consolação e Marquês de Paranaguá. São dois terrenos particulares, de 16.100 m2 e de 7.600 m2 e um grupo de ativistas luta há 40 anos para que o município adquira área. Em 23 de dezembro de 2013, o prefeito Fernando Haddad (PT) sancionou a lei 15.941, que autoriza a Prefeitura a criar o Parque Municipal Augusta, mas faltam recursos. Em 27 de janeiro de 2015, o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) aprovou projeto para construção de prédios na área pelas empresas Cyrela e Setin. Pelo projeto, os prédios residenciais, comerciais e um hotel vão ocupar 33% da área. O restante será o parque. A construtora terá que fazer toda a estrutura, preservar a área verde e restaurar as construções antigas. “A autorização do Conpresp prevê o atendimento à resolução que protege a área e que garante, principalmente, a observância da escritura e a fruição pública do parque”, afirmou Nadia Somekh, presidente do Conpresp. Até a década de 70, funcionava o tradicional colégio francês Des Oiseaux, que mais tarde foi demolido. Em 1986, ficou definido na escritura que o espaço deveria abrigar um "conjunto turístico" sem destruir a vegetação. Em 2004, o bosque, com espécies remanescentes da Mata Atlântica, e as ruínas do colégio foram tombados pelo município. Os moradores da região sempre pediram que o local virasse um parque. Organismo Parque Augusta *Atualizado em: 16/03/2014 O Organismo Parque Augusta não tem líderes e nenhum grupo ou entidade oficialmente constituído o representa. Se organiza a partir de assembleias públicas, reuniões de grupo de trabalho e ações diretas pela rua e internet. É um movimento autogerido, horizontal, heterogêneo e aberto a participação de quem se interessar em apoiar a causa: Parque Augusta 100% público e com gestão popular. Para atingir esse objetivo, além de exigir que a desapropriação do terreno ocorra sem tardar e de forma que não onere os cofres públicos, é preciso dar vida a um parque que tenha como meta desbravar novos caminhos e precedentes que visem a ressignificação da relação homem/natureza e cidade. A consolidação do Parque Augusta 100% público com gestão popular é imprescindível em uma cidade que sofre com a escassez de áreas verdes e de políticas públicas que visem a preservação do meio ambiente em detrimento do histórico crescimento desenfreado e não planejado da cidade de São Paulo – refém da conivência irresponsável do poder público frente a especulação imobiliária predatória no que diz respeito à preservação do meio ambiente. Se as urnas não resolvem cabe a população exigir o direito direto. O processo de construção colaborativa de um projeto de gestão popular para o Parque Augusta está em andamento. Através do site do Organismo (parqueaugusta.cc) é possível saber mais sobre a causa e desenhar, com ideias e desejos este projeto. Preencha o formulário com seus desejos e sugestões para o parque: www.parqueaugusta.cc/ja/desejo Objetivos/Metas Atualizado em 26/06/14 4 Objetivos: 1 Impedir a construção de prédios no terreno Por quê? a) Porque se trata de um terreno de extrema importância simbólica para a cidade de São Paulo. Última área da região central com resquícios de Mata Atlântica nativa ainda não devastada ou modelada por empreendimentos imobiliários privados. Sua localização estratégica, na rua Augusta e próxima da Praça Roosevelt, torna o terreno um ponto chave para propostas de novas políticas que repensem os espaços ociosos da cidade. b) Os projetos dos empreendimentos imobiliários apresentados ao Conpresp pelas construtoras supostamente donas do terreno são ilegais, atropelam leis, resoluções e decretos públicos, principalmente no que diz respeito às questões ligadas ao tombamento do terreno. As construções afetariam a mata nativa e seus habitantes e seguem a lógica de especulação imobiliária que têm destruído diversos patrimônios ambientais, históricos e culturais da cidade. Como? Pressionando o poder público para que proíba qualquer construção de empreendimentos privados que ameacem a existência de um parque 100% público. 2Transformar o terreno em espaço 100% público, com desapropriação não onerosa Por quê? A prefeitura, assim que sancionou uma lei autorizando a criação de um parque público, afirmou não possuir verba suficiente para desapropriar o terreno e manter o parque, e usa esta mesma justificativa para defender a construção das torres. Defendemos que a desapropriação não onerosa é possível e viável, desde que a prefeitura assuma o compromisso político de lutar por ela. A solução oferecida pelas construtoras, de fazer um parque privado no local, não garante que os proprietários mudem de ideia depois de algum tempo e passem a restringir o acesso a ele, transformando-o em quintal para o seu empreendimento imobiliário. Um parque público constitui um bem comum, pertencente ao tecido social da cidade e a todos os que quiserem frequentá-lo, e não pode ficar à mercê dos interesses privados e especulativos. Sua função social deve ser garantida! A Transferência de Potencial Construtivo é um instrumento urbanístico previsto no Plano Diretor Estratégico da cidade de São Paulo. É uma medida que visa transferir para outras áreas da cidade o potencial de construção de determinado terreno e se apresenta como a alternativa mais viável para permitir que o parque se torne público, sem que a prefeitura precise desembolsar milhões para a aquisição do espaço. “É importante lembrar que, ainda que sejam patrimônio de seus proprietários, os imóveis têm uma função social que diz respeito ao conjunto da sociedade. Portanto, precisamos urgentemente definir qual é a função social de cada um dos espaços da cidade. Se o critério for apenas o uso mais rentável do ponto de vista econômico, nunca São Paulo terá parques, áreas culturais preservadas e habitação social, por exemplo, em áreas consolidadas da cidade. Outros instrumentos urbanísticos podem e devem ser usados em casos como este.” Raquel Rolnik (urbanista e professora da FAU-USP) 3 Abertura dos portões Por quê? Para que o parque continue aberto e exercendo sua função social é imprescindível a sua abertura e a garantia de acesso ao terreno. Como? Através de liminar judicial (em andamento). 4 Criação de novos métodos de gestão para espaços públicos “A democratização da gestão da cidade – entendida como ampliação da esfera decisória dos projetos políticos e do controle social de sua implementação.” – trecho do Manifesto do Movimento pelo Direito à Cidade no Plano Diretor. a) O desenvolvimento deste projeto já é um processo permanente de pesquisa para construir uma proposta de gestão popular, ainda inexistente em nossa cidade, indo ao encontro do princípio de Parque Processo – parqueaugusta.cc/ja/principios/ b) Pretendemos que o Parque Augusta seja um laboratório de práticas urbanas – ambientais, educativas, culturais, sociais – área para testarmos tecnologias promissoras como agricultura urbana, hortas comunitárias, aulas públicas, ocupação do espaço público, cinema livre, festivais colaborativos, entre outras atividades autogeridas. c) Pesquisar e propor alternativas de financiamento das atividades e manutenção do parque, alternativas para gestão sustentável dos recursos físicos e financeiros, possibilitando uma gestão não pautada pelo mercado imobiliário.a. Gestão Popular a) Desenvolver e aplicar um projeto para a gestão do parque integralmente baseado na participação popular b) O desenvolvimento deste projeto virá de um processo permanente de pesquisa para construir uma proposta de gestão popular ainda inexistente em nossa cidade, indo de encontro ao princípio do Parque Processo (http://www.parqueaugusta.cc/ja/principios/) c) Desta forma, pretendemos com o Parque Augusta um laboratório de práticas urbanas – ambientais, educativas, culturais, sociais – área para testarmos tecnologias promissoras como agricultura urbana, hortas comunitárias, aulas públicas, ocupação do espaço público, cinema livre, festivais colaborativos, entre outras atividades autogestionadas. Mais parques públicos em SP a) Garantia da integridade física dos espaços verdes existentes na cidade b) Reconhecimento dos movimentos locais existentes ao redor de cada parque como atores fundamentais em qualquer processo de criação, organização e/0u gestão desses espaços públicos c) Promoção e articulação da Rede Novos Parques SP Mais sobre o Movimento Organismo Parque Augusta Para pressionar o prefeito a sancionar o projeto de lei que daria aval a criação do Parque Augusta, a movimentação da população pela criação do Parque Augusta se intensificou a ponto de alcançar a meta e ter o documento assinado pelo prefeito no dia 23 de dezembro. Com esse objetivo atingido o movimento se voltou a elaboração do projeto de autogestão do parque. Porém, o arbitrário fechamento dos portões na virada do ano pelos ainda proprietários do terreno, fez o movimento ter que se estruturar sem ter o parque como base para os encontros, foi criado então, como estratégia de articulação e comunicação, o Organismo Parque Augusta (OPA). As ações imediatas do OPA tem sido no intuito de pressionar o poder público a não ceder ao interesse do capital privado em detrimento do bem comum, a natureza. A luta pelo parque é um símbolo que evidencia o descaso ambiental e a problemática do abuso do direito de propriedade presentes na especulação imobiliária nos grandes centros urbanos. (http://reporterbrasil.org.br/gentrificacao). Para interferir a favor de uma forma de viver e perceber na cidade de São Paulo, o grupo propõe a construção colaborativa de tecnologias e metodologias autônomas de organização em rede, autônomas. A partir de experiências diretas de organização, da troca de repertórios e da busca por referências, métodos de autogestão estão sendo experienciados em diversas frentes de atuação. A essência da relação que ocorre entre as pessoas do movimento: emancipação: simultaneidade entre aprender e ensinar. Justiça de SP aprova abertura de portão do Parque Augusta Público deverá ter acesso à área pela Rua Marquês de Paranaguá. Decisão precisa ser publicada para que data de abertura seja definida. Do G1 São Paulo – Atualizado 07/04/2015 O Tribunal de Justiça de São Paulo aprovou nesta terça-feira (7) a abertura de um dos portões do Parque Augusta, no Centro da cidade. Na sentença, ficou definido que o público deverá ter acesso à área pela Rua Marquês de Paranaguá 30 dias após a publicação da decisão – data que ainda não foi estabelecida. Nesse período, as construtoras, proprietárias de uma parte do terreno, poderão cercar o local com muros e colocar seguranças. Além disso, o Parque passará a ter horário de abertura e fechamento semelhante aos dos demais. Os portões do Parque Augusta foram fechados em 2013. Na época, moradores do bairro e ativistas entraram com recurso pedindo a abertura. Em janeiro deste ano, um grupo ocupou a área para impedir a construção de prédios. A reintegração de posse ocorreu no dia 4 de março. Movimentos sociais defendem que o imóvel, comprado pelas empresas Cyrella e Setin, seja transformado em um parque. O Ministério Público e a Prefeitura de São Paulo tentam um acordo com os proprietários para garantir a compra da área. A Prefeitura tem de São Paulo tem a receber cerca de R$ 73 milhões em indenizações pagas por bancos estrangeiros que movimentaram dinheiro desviado da administração municipal nos anos 90. O acordo feito pela Prefeitura e pelo Ministério Público com os bancos USB, na Suíça, e Citibank, nos EUA, prevê que o dinheiro seja investido na construção do parque. O Ministério Público tem um inquérito aberto para apurar irregularidades no terreno. O promotor de Justiça Silvio Marques deu prazo para as donas do terreno definirem sobre a venda do terreno para a construção do parque. As construtoras pretendiam erguer quatro torres na área. As empresas afirmam que topam negociar, mas não dizem que desistiram de seu projeto. Dizem ainda estar certas de que a destinação de mais de 60% do imóvel para fruição pública valorizará a área. Manifestantes protestam em terreno no centro de São Paulo pela criação do Parque Augusta. Foto: Janaína Garcia / Terra Representados pelo Movieco - Movimento Ecológico, os ativistas pediam que um acordo firmado entre o então proprietário do terreno e a Prefeitura, em 1986, que determinava que os portões da área devem ficar abertos no período diurno, fosse cumprido. O relator do caso, desembargador Maurício Fiorito, foi contra a abertura do terreno, mas acabou sendo voto vencido pelos votos dos desembargadores Antonio Carlos Malheiros e José Luiz Gavião de Almeida Os ativistas comemoraram, nas redes sociais, a decisão: "É uma noticia excelente e um precedente muito importante para a cidade em matéria de acesso publico a áreas de interesse publico. No caso do Parque Augusta justifica, ainda mais, em ação própria, a aplicação da multa pelo tempo em que os portões ficaram fechados". Sobre uma árvore, ativistas protestam contra a reintegração de posse do Parque Augusta, na Rua Augusta, Centro de São Paulo (Foto: Victor Moriyama/G1) Fontes: http://www.parqueaugusta.cc/ja/organismo-parque-augusta/ http://pt-br.facebook.com/parqueaugustaja http://reporterbrasil.org.br/gentrificacao http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/03/manifestantes-realizam-abraco-coletivo-no-parque-augusta.html http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,haddad-desiste-de-projeto-de-parques-de-kassab,1097419,0.htm http://virgula.uol.com.br/diversao/camara-aprova-projeto-de-lei-que-preve-criacao-do-parque-augusta-em-sao-paulo http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/01/1399675-vereador-de-sp-quer-discutir-ideia-de-torres-em-parque.shtml http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/upload/c031b_23_T_Antigo_Colegio_Des_Oiseaux.pdf

Mais trabalhos de faculdade explorando e ampliando nossa luta pelo Parque Augusta

Ana Beatriz Veiga, Antonia, Erika Santos, Sueli Silva - FMU 2015 Profª Elizabeth Fortunato Projeto de aula de ciências. • 5 ano do ensino fundamental- duração 8 aulas Objetivo: · compreender e analisar valores conduzindo uma convivência harmoniosa entre meio ambiente e o homem, analisando criticamente a destruição inconsequente dos recursos naturais e de varias espécies em que o homem interfere negativamente. Compreender que a natureza não é fonte inesgotável de recursos, que suas reservas devem ser utilizadas de maneira racional, evitando o desperdícios e considerando os limites. Planejar para a cidade em que os alunos vivem obter cada fez mas áreas verde de acesso ao público, desenvolver atitudes voltadas para a luta em torno da preservação e criação de áreas verdes. Compreender que a escola é um local onde o aluno dará sequência ao processo de socialização e ensino aprendizagem que contem nos livros e nas aulas praticas. Considerar a importância da temática ambiental e a visão do mundo, tempo e espaço e a visão do mundo, tempo e espaço, a escola e os professores deveram oferecer meios efetivos para que cada aluno compreenda os fenômenos naturais, para os outros seres vivos e sua consequência para os outros seres vivos e o ambiente. Princípios Gerais da educação ambiental. Sensibilização- processo de alerta, é o primeiro passo para alcançar o pensamento sistêmico compreensão- conhecimento dos componentes e dos mecanismos que regem os sistemas naturais. responsabilidade - reconhecimento do ser humano como principal protagonista. cidadania- participar ativamente e resgatar direitos promovendo ética capaz de conciliar o ambiente e sociedade. Aula 01 e 02. Os alunos irão levantar o perfil ambiental das escolas ( se possui verde, horta, separação do lixo etc.). Acompanhamento de projeto e ambiente das sub prefeitura onde a escola esta inserida, analisar com a comunidade e a escola agem diante da natureza e se o bairro possui bastante área verde. Os alunos irão propor melhorias. Aula 03: Apos a sondagem de campo os alunos deverão desenvolver campanhas educativas, como visita ao Parque Augusta, identificar como está a preservação do parque, comparar fotos do parque antigas com atuais e analisar os projetos que o parque tem para o futuro. Aula 4 e 5: Dividir a turma em grupo para análise e discussão sobre a visita de campo e melhorias para o Parque Augusta. Este projeto é um conteúdo disciplina, porém o professor pode fazer constantemente contato com outra disciplina tal como a geografia , que compreende o espaço geográfico com o resultado da ação dos homens. Aula 06 Os alunos irão elaborar um painel, ou cartaz separados em grupos de 4 pessoas, visando e pesquisando o que eles aprenderão sobre as aulas anteriores e o que é relevante para a vida sustentável da comunidade, a importância das ações para o meio ambiente. Aula 07 e 08 A professora inicia a aula convidando os alunos para se sentarem em círculo e ouvirem uma história "o caminho para o vale perdido" de Patrícia Engel Seco .Em um segundo momento a professora irá questionar os alunos sobre o que acharam da história. 1- o que acharam dessa história 2- quem era Rodolfo? 3- onde Rodolfo morava? 4- como era esse lugar ? Os alunos vão responder as questões sobre a história e reciclagem, pontuando no caderno e discutindo em roda de conversa com a sala, frisando os pontos negativos de morarem em um lugar onde não se pratica nada em prol do meio ambiente. Para a aula seguinte os alunos deverão trazer uma foto de pratica de reciclagem e boa ação para o meio ambiente podendo ser em casa ou no bairro. Os alunos vão discutir sobre as ações. Sugestões do professor- Além da visita com a escola, as crianças poderão voltar com as famílias para criar um laço afetivo com o parque e o meio ambiente, desenvolvendo uma identidade ambiental estendendo para a família essa questão social de preservação da natureza e inserir o ser humano como de fato é parte da natureza e não exclui-los. Estendendo esse laço para a toda a família ampliando o público de foco. Avaliação A avaliação será cumulativa e continua durante o desenvolvimento de todas as atividades com a orientação e acompanhamento do professor. Será solicitado aos alunos relatório periódicos de todas as atividades desenvolvidas e socializadas através das discussões.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

UNIVERSITÁRIOS DA FMU APOIADOS POR PROFESSORES, TAMBÉM ESTÃO EM DEFESA DO PARQUE AUGUSTA

Projeto: Parque Augusta e Ecossistema Trabalho para a composição de nota da Disciplina: Empreendedorismo Educacional, Profa. Elizabeth Fortunato São Paulo/2015 Tema: Parque Augusta e Ecossistema Ano: 5º ano do Ensino Fundamental Disciplina: Geografia Objetivos: Construir consciência ambiental nos educandos; Reconhecer a importância do equilíbrio no ecossistema; Identificar os impactos ambientais causados pelo homem; Promover a reflexão e a criticidade sobre as ações humanas. Metodologia: 1ª etapa: Distribuir uma cópia para cada aluno da canção: Papagaio Reginaldo – Palavra Cantada- CD: Um minutinho!- levar o cd para que todos cantem. Havia um papagaio que chamava Reginaldo Com uma vida natural No meio do pantanal Amigo da graúna, tartaruga e do tatu Vaga-lume, da cotia, jacaré e jaburu Tinha flores, tinha frutos, tudo era uma beleza. Todo mundo em equilíbrio com a mamãe natureza. E na árvore na montanha, tinha um galho e no galho. Reginaldo fez seu ninho Oh, que ninho! Lindo ninho! Ai, ai, ai que amor de ninho! O ninho no galho, o galho na árvore. E a árvore na montanha olê ia ô. A árvore na montanha olê ia ô. A árvore na montanha olê ia ô. A árvore na montanha ôôôô... Mas um dia Reginaldo conheceu um novo bicho Que surgiu tão de repente Meio feio e esquisito, Pois andava em duas patas Tinha boca sem ter bico. Quem será esse intruso, que parece um chimpanzé? Será que come papagaio, o que será que ele quer? Perguntou ao vaga-lume: Como chama esse bicho? Esse bicho chama homem, chama humano, chama gente Chama moço, chama cara, chama como se quiser O que será que ele quer? Reginaldo viu que o homem era sem educação, Pois cortou a sua árvore sem nenhuma explicação. E cortou aquele galho, nem ligou que tinha um ninho O seu ninho bonitinho, feito com o maior carinho. Reginaldo não gostou e foi falar com aquele moço Por um triz que o machado não cortou o seu pescoço. Mas a vida continua, foi fazer sua malinha. Deu adeus à sua casa, foi dormir com as andorinhas. Que arrumaram uma caminha, toda feita de peninha. Ai, ai, ai, mas que amiguinhas! Bonitinhas! Quando todos já dormiam, acordaram de repente Era um fogo que queimava o que via pela frente. Um barulho, gritaria! Jacaré pra todo lado! Tatu de rabo queimado E a tartaruga que pedia uma ajuda pra correr E graúna procurava alguma água pra beber Reginaldo assustado bateu asas e voou Quase morre sufocado na fumaça que soprou Só voltou de manhãzinha para ver o que restava Onde estava seus amigos e a floresta que ele amava? Que foi feito do seu mundo? Oh, que mundo! Vasto mundo. Ai, ai, ai que amor de mundo! Reginaldo ali sozinho, bem quietinho ele chorou Tudo tinha se perdido, o seu mundo acabou Sentado numa pedra um barulho ele escutou Quando viu já era tarde era cocô que desabava De um bumbum de boi malhado que agora ali pastava Quase enterra Reginaldo de maneira mais bisonha. Mas que boi mais sem vergonha! Ainda veio com esse papo que lugar de papagaio é em cima de um galho Ai meu galho! Lindo galho! Onde foi parar meu galho? O galho na árvore E a árvore na montanha olê ia ô. A árvore na montanha ôôôô... Mas o fato é que a floresta virou um imenso pasto E o pasto é um vazio Com os bois comendo mato Sem contar com o cupim E um monte de carrapato Reginaldo desolado foi voando assim sem rumo E falou para si mesmo: Tudo bem, eu me acostumo. Quando então ó que surpresa! Um pau reto ele avistou Mas que estranho objeto, era um poste de concreto. E no alto desse poste ele fez um novo ninho Oh que ninho bonitinho! Ai, ai, ai que amor de ninho! O ninho no poste, o poste no pasto Reginaldo relaxou e até que ficou legal Cantava pra esquecer como era o pantanal E ali se acostumou com os bois parados de bobeira Comendo capim verde pra acabar na churrasqueira Mas vejam só a peça que o destino lhe pregou Foi comer grão de bico, uma arapuca o pegou Reginaldo foi caçado por um homem bem matreiro E vendido na gaiola para um grande fazendeiro E aprendeu falar palavras, repetir tantas bobagens Pra quê serve um papagaio aprender nossa linguagem? E cortaram sua asa, suas penas bem no meio Pra que ele não voasse e vivesse num puleiro Ai, ai, ai mas que fuleiro! O puleiro no galho, o galho da árvore. E a árvore na montanha olê ia ô. A árvore na montanha olê ia ô. • Promover uma roda de conversas com os alunos, sobre o entendimento deles sobre a canção, o conhecimento que eles têm sobre o equilíbrio do ecossistema, da flora e a fauna. O ecossistema é o sistema composto por seres vivos e não vivos, o local de vivencia e a relação deste meio. Para a nossa sobrevivência é fundamental mantermos o equilíbrio na natureza, isto é, de diversas de plantas e animais, mas, principalmente a água. Fauna: é o conjunto das espécies animais, que dependem do clima, relevo e vegetação para a sua sobrevivência. Flora: População vegetal de um lugar determinado ou de certa época, que também depende de diversos fatores para a existência, como o clima e o solo. Ambos possuem importância primordial na existência e a manutenção da biosfera da terra, para o ser humano e desenvolvimento das áreas naturais, são produtores indiretos dos benefícios econômicos, como a exploração da madeira, frutas, resinas florestais, entre outros. É primordial mantermos a qualidade de vida do planeta e a vida no planeta. 2ª etapa: Questionar se algum deles já foram a algum parque ecológico, qual parque, o que tinha no parque, entre outros. O professor deverá promover um debate com o que eles conhecem para adentrar no tema: Parque Augusta. Após essa conversa, apresentar aos alunos a história do Parque Augusta, pontuando a relevância de se ter um parque nesta região, os benefícios ao meio ambiente e ao homem. O Parque Augusta é um terreno de aproximadamente 24 mil m², seu destino é um impasse que ocorre há mais de 40 anos. O terreno foi tombado pelo Patrimônio Histórico em 2004, abrigou o colégio Des Oiseaux. Em 1970, foi declarado de utilidade pública ser um parque. Porém, a Câmara revogou o decreto e o devolveu aos proprietários que pretendiam construir um hotel com 1400 apartamentos, sem derrubar nenhuma árvore. Muitos projetos foram apresentados e já ocorreu muitos embates entre a Prefeitura e a população. Hoje o parque é uma das poucas áreas verdes da cidade de São Paulo e conta espécies remanescentes da mata atlântica, como palmeiras e jacarandá. Em 2008, a construtora Cyrela e Setin comprou o terreno, com a promessa de manter 60% da área pública, porém o promotor do Patrimônio Público e Social aponta irregularidades e afirmou que já ocorreu corte indevido de árvores. Ativistas lutam para que o parque seja 100% público e a luta continua. • Questionar aos alunos se conseguem observar a relação da canção e a luta pelo parque público. Abordar que, assim como o homem da canção derrubou árvores e os animais tiveram que sair de seu habitat natural, aconteceu o mesmo e acontece até hoje em São Paulo. A fauna já não existe, portanto é de fundamental relevância tentarmos manter a flora. Sugerir aos alunos pequenas atitudes em seus cotidianos podem ajudar a natureza. É fundamental que seus familiares e a comunidade saibam sobre a causa “Parque Augusta” e a forma que eles podem colaborar para garantir o parque 100% público. • Solicitar o desenho: “Como você gostaria que fosse o parque augusta? Desenhe aquilo que você gostaria que tivesse no parque augusta. • Promover uma pesquisa com os alunos de forma coletiva, através de reportagens de jornais, revistas e internet sobre o parque, desde a sua origem, fotos, o andamento das manifestações e o parque hoje em dia. 3ª etapa: Solicitar o conteúdo pesquisado e elaborar com toda a turma cartazes e painéis para serem expostos por toda a escola com informações e fotos sobre o parque. 4ª etapa: plantar árvores ou sementes em torno da escola. Elaborar um texto sintetizando tudo o que aprenderam com essas aulas sobre o parque augusta e o ecossistema. Conteúdo: CD Palavra Cantada- Papagaio Reginaldo, Revistas, Jornais, computador com acesso à internet, Cartolinas, tesoura e cola. Avaliação: Avaliar o entendimento e engajamento dos alunos nas causas ambientais; Avaliar a participação durante a construção das atividades, socialização e a subjetividade de cada aluno. Referências: Acesso em: 03/04/15 Acesso em: 03/04/15 Acesso em: 03/04/15
Aline Suzart da Silva Maria das Dores Barbosa de Jesus Complexo Educacional Faculdades Metropolitanas Unidas FMU

sábado, 21 de fevereiro de 2015

História da luta pelo Parque Augusta, por Célia Marcondes

Histórico DA LUTA PELA CRIAÇÃO DO PARQUE AUGUSTA
Preocupada com a destinação do terreno situado na Rua Augusta entre Ruas Caio Prado e Marquês de Paranaguá, diante do potencial da área como PARQUE, EM 2.002 a SAMORCC, ATRAVÉS da então - Presidente Dra. Célia Marcondes, Iniciou a coleta de abaixo assinado, pleiteando que a área fosse destinada a PARQUE – PARQUE AUGUSTA. O movimento tomou dimensão, com a adesão de diversas entidades, tomando corpo. A adesão da população paulistana foi massiva. Moradores do entorno do Parque passaram a colaborar na coleta de assinaturas e criaram um grupo de adesão, denominado ALIADOS DO PARQUE, MOVIMENTO DE IDOSOS DA CONSOLAÇÃO, COLÉGIOS públicos(alunos, professores e funcionários do Caetano de Campos - Consolação e Marina Cintra) da região e outras entidades. Proposta de construção de hipermercado, condomínios, museu, etc., já sofreram derrota diante da evidente necessidade de ÁREA VERDE NA REGIÃO. “A região é de puro cimento e concreto. O que mais precisamos é de verde, de qualidade de vida”, dizem os moradores da região. (foto do google) Para alcançar os objetivos, a SAMORCC, estrategicamente buscou ações no LEGISLATIVO, EXECUTIVO E JUDICIÁRIO. AÇÃO NO LEGISLATIVO: A pedido da SAMORCC, os Vereadores Aurélio Nomura e Juscelino Gadelha apresentaram o seguinte Projeto-Lei junto à Câmara Municipal de São Paulo. O Projeto de Lei 345/06. Pesquisa por: PL 345/06 Projeto de Lei nº 345/2006 de 30/05/2006 DISPÕE SOBRE A CRIAÇÃO DO PARQUE MUNICIPAL AUGUSTA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. Autor(es): AURELIO NOMURA e JUSCELINO GADELHA Fase da tramitação: Envio-> Área: JUST Data: 02/04/2007 Recebimento-> Área: URB Data: 03/04/2007. Texto na íntegra: PL : 345/06 Autor : JUSCELINO GADELHA E AURÉLIO NOMURA Sessão : 155-SOD.O.M. de : 30/5/2006. Descrição : “Dispõe sobre a Criação do Parque Municipal Augusta e dá outras providências. Artigo 1º - Fica o Poder Executivo autorizado a criar o Parque Municipal Augusta. Artigo 2º - O Parque mencionado no artigo 1º desta Lei será implementado em área de jurisdição da Sub Prefeitura da Sé, localizada na confluência da Rua Augusta com Rua Caio Prado e Rua Marques de Paranaguá. Artigo 3º - O referido Parque terá como referência atividades relacionadas a prática de atividade física, educação ambiental e preservação da memória paulistana. Artigo 4º - As despesas decorrentes da execução desta Lei, correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, e suplementadas se necessário. Artigo 5º - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Sala das Sessões, maio de 2006. Às Comissões competentes". Fonte: www.camara.sp.gov.br/projetosapresentados AÇÃO NO EXECUTIVO Após alguns anos de luta, Audiências públicas, manifestos, etc., o Sr. Prefeito GILBERTO KASSAB, para alegria da população, resolveu declarar de utilidade pública, para desapropriação, o imóvel, destinando-o como parque, v. decreto abaixo: Simples, o parque está pronto, basta desapropriar! DECRETO Nº 49.922, DE 18 DE AGOSTO DE 2008. Declara de utilidade pública, para desapropriação, imóveis particulares situados no Distrito da Consolação, necessários à implantação de parque municipal. GILBERTO KASSAB, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, e na conformidade do disposto nos artigos 5º, alínea “i”, e 6º do Decreto-lei Federal nº 3.365, de 21 de junho de 1941, D E C R E T A: Art. 1º. Ficam declarados de utilidade pública, para serem desapropriados judicialmente ou adquiridos mediante acordo, os imóveis particulares situados no Distrito da Consolação, necessários à implantação de parque municipal, contidos na área total de 24.000,00m2 (vinte e quatro mil metros quadrados), delimitada pelo perímetro 1-2-3-4-1, indicado na planta P- 30.567-A1 do arquivo do Departamento de Desapropriações, cuja cópia se encontra juntada à fl. 5 do processo administrativo nº 2008-0.235.929-5. Art. 2º. As despesas decorrentes da execução deste decreto correrão por conta de dotações próprias, consignadas no orçamento de cada exercício. Art. 3º. Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação. PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 18 de agosto de 2008, 455º da fundação de São Paulo. GILBERTO KASSAB, PREFEITO RICARDO DIAS LEME, Secretário Municipal dos Negócios Jurídicos. Publicado na Secretaria do Governo Municipal, em 18 de agosto de 2008. CLOVIS DE BARROS CARVALHO, Secretário do Governo Municipal. RENOVAÇÃO DO DUP DECRETO Nº 53.020, DE 9 DE MARÇO DE 2012 Altera o artigo 1° do Decreto nº 49.922, de 18 de agosto de 2008. GILBERTO KASSAB, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, D E C R E T A: Art. 1º. O artigo 1° do Decreto n° 49.922, de 18 de agosto de 2008, passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 1º. Ficam declarados de utilidade pública, para serem desapropriados judicialmente ou adquiridos mediante acordo, os imóveis particulares situados no Distrito da Consolação, Subprefeitura da Sé, necessários à implantação de parque municipal, contidos na área de 24.752,57m² (vinte e quatro mil, setecentos e cinquenta e dois metros e cinquenta e sete decímetros quadrados), delimitada pelo perímetro 9-10-11-12-13-14-15-16-2-8-3-4-5-1-9, indicado na Planta P-30.567-A1, do arquivo do Departamento de Desapropriações, cuja cópia se encontra juntada à fl. 245 do processo administrativo nº 2008-0.209.859-9." (NR) Art. 2º. Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogado o Decreto nº 51.499, de 17 de maio de 2010. PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 9 de março de 2012, 459º da fundação de São Paulo. GILBERTO KASSAB, PREFEITO EDUARDO JORGE MARTINS ALVES SOBRINHO, Secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente MINISTÉRIO PÚBLICO Ocorre, que embora tenha havido o Decreto, RECONHECENDO A UTILIDADE PÚBLICA DA ÁREA E A SUA DESTINAÇÃO COMO PARQUE, a Municipalidade não se dignou efetivar a desapropriação, ensejando apresentação de REPRESENTAÇÃO junto ao MINISTÉRIO PÚBLICO, que encontra-se em andamento. Buscando certidão centenária, a SAMORCC teve conhecimento que em 1.978 o então Prefeito Jânio Quadros formalizou acordo, devidamente registrado em Cartório, “que a área verde existente no local deve ser preservada e que no local, em uma área do terreno somente poderia ser construído um hotel, de categoria internacional, e, que consta averbação de SERVIDÃO DE PASSAGEM DA Caio Prado até a Rua Marquês de Paranaguá... Diversas tentativas da Municipalidade em “esquecer” o DECRETO – DUP, resultaram em vão, posto que a população está determinada ‘QUEREMOS NOSSO PARQUE” E, CONSIDERANDO-SE que: “Todo o poder emana do povo” e do Preceito Constitucional que “Todos têm direito a um meio ambiente equilibrado”, o parque deverá ser realidade em breve, até porque, valorizará a região. O porquê da luta pelo parque: A região da Consolação é composta de asfalto, concreto e cimento. Sem área verde, sem parques, constituindo-se em uma "ilha de calor" “A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o índice mínimo de 12 m² de área verde por habitante na área urbana. Já se sabe que é muito pouco, o recomendado é de pelo menos (3) árvores ou 36 m² de área verde por cada habitante”. "No centro da Cidade existe o fenômeno do "clima urbano", decorrente da interação de vários fatores, como excessiva área construída, verticalização não disciplinada, frota de veículos em aumento constante funcionando como fontes irradiadoras de calor, e ausência de tecido verde. Com isto há um super aquecimento da área urbanizada que inflige à população imensa incomodidade térmica" Estudos científicos comprovaram que, em um determinado momento do dia, dependendo da conjunção de vários fenômenos climáticos e antrópicos, o diferencial térmico entre o Centro da Cidade e o coração do Cinturão Verde (v.g. Serra da Cantareira) pode alcançar até 10oC. Também há evidências científicas de que a temperatura da área urbanizada vem aumentando gradativamente no presente século, havendo sido registrado um aumento constante de 4oC nos últimos 40 anos. Não obstante, a falta de preservação de áreas declivosas e de solos vulneráveis provocam distúrbios na cobertura vegetal se refletem imediatamente no aumento do nível de erosão, que por sua vez aumenta a sedimentação de toda a rede de drenagem, potencializando o fenômeno das inundações que já são catastróficas nos centros metropolitanos. Cada ano são dragados dos rios Tietê e Pinheiros até 10 milhões de metros cúbicos. Proteger essa área é manter um "dreno e um pulmão verde. É medida de combate às enchentes. Com o combate ao aquecimento global e as mudanças climáticas , as grandes metrópoles vêm buscando a permeabilidade do solo, construindo “pocket parks”, verdadeiros respiros e nós que temos um oásis - ÚLTIMA ÁREA VERDE E PERMEÁVEL DA REGIÃO, não podemos ir na contra mão de direção. A implantação Do PARQUE AUGUSTA além de atender demanda de qualidade de vida dos idosos, crianças e jovens da região, é medida eficaz contra as enchentes, as mudanças climáticas e o aquecimento global. Qualquer construção nesse Parque poderá descaracterizá-lo e não será mais um parque, mas, um condomínio com área verde aos fundos, trazendo ainda mais impacto para a região, que já vem sendo castigada com dezenas de novos empreendimentos. RECURSOS PARA AQUISIÇÃO DA ÁREA. Diante das informações do Sr. Prefeito, que NÃO tinha fundos para aquisição da área, SAMORCC propôs: a) destinação de dinheiro repatriado de PAULO MALUF; b) Fundos de venda de VENDA DE POTENCIAL CONSTRUTIVO de origem de OUTORGA ONEROSA de mais de 30 Condomínios edificados ou em construção na região; c) permuta com potencial construtivo; d) permuta de bem ocioso da Municipalidade; e) - lançamento de taxa contribuição de melhoria para o bairro e entorno, na última hipótese. SANÇÃO LEI - LEI 15.941, de 23 de dezembro de 2.013 (DO. 24/12/2013) Em 23/12/2013, o Exmo. Sr. Prefeito assinou a Lei nº 15.941, de 23/12/2013, transformando a área como Parque, publicado no dia 24 de dezembro de 2.013. A população comemorou a sanção como o maior presente que São Paulo poderia receber. Foi o presente de natal para milhares de idosos, crianças e jovens da região, que não têm onde caminhar, não têm contato com a natureza e vivem no deserto cinza de puro concreto, cimento e asfalto. Sancionou mas jamais foi adiante, NÃO desapropriou a área, nem demonstrou interesse em fazê-lo RECURSOS ADVINDOS DE PROCESSOS CONTRA BANCOS - AÇÕES DO MINISTÉRIO PÚBLICO Procurado pela COMUNIDADE, o Promotor a frente dos processos contra os bancos - caso MALUF concordou plenamente com a destinação da verba para compra da área e destinação a PARQUE, de interesse coletivo e bem comum, informando que bastava a concordância do Sr. Prefeito, sendo agendada reunião com a COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE DA CÂMARA MUNICIPAL, sendo convidada a Sra. NÁDIA SOMECK, Presidente do CONPRESP. Ocorre que para surpresa de todos, a referida Presidente ao invés de receber com orgulho e satisfação o CONVITE para participar da reunião para viabilizar o PARQUE AUGUSTA, em reunião do Conselho, no dia 06 de maio de 2.014, na presença do Conselho e populares presentes à reunião, esbravejou, referindo-se ao ofício-convite como uma “humilhação” à sua pessoa. Cumpre ressaltar que a mesma fez diversas tentativas de moldar o tombamento para atender às necessidades para CONSTRUÇÃO dentro do parque. Assustados, os presentes ressaltaram que a mesma ocupa o cargo exatamente para garantir a PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E AMBIENTAL DA CIDADE E NÃO O CONTRÁRIO. A mesma afirmou que NÃO COMPARECERIA À REUNIÃO no MP. Note-se que a destinação do Parque é de interesse do órgão presidido pela Digníssima Sra. “Art. 3º O referido parque terá como referência atividades relacionadas à prática de atividade física, educação ambiental e preservação da memória paulistana.” O GOLPE: A população, temerosa e vigilante notou que no dia 08 de maio ocorreria uma reunião no Gabinete do Prefeito, as 11:00 h, com a presença do mesmo + Secretarias de Habitação, Verde e de Meio Ambiente e a Sra. Presidente do Conpresp - SRA. NÁDIA. e o Sr. Presidente da Construtora SETIN. Preocupadas, diversas pessoas para lá se dirigiram, na tentativa de participar da reunião, sempre, por óbvio, IMPEDIDOS. Na saída, a Sra. Nádia informou que a Construção de 3 torres foram “aprovadas”, na reunião. Note-se que a reunião foi feita às pressas, a toque da caixa, antes da reunião em que o MINISTÉRIO PÚBLICO pudesse viabilizar o PARQUE AUGUSTA, induzindo à interpretação de favorecimento, conluio, facilitação, enfim, UM GOLPE NA POPULAÇÃO PAULISTANA! A LEI QUE CRIA O PARQUE AUGUSTA, SANCIONADA PELO PREFEITO FERNANDO HADDAD. O texto abaixo é a versão original desta Lei Ordinária, ou seja, não contém alterações posteriores, caso tenha ocorrido. Endereço desta legislação Índice Artigos Atos vinculados/indexados LEI Nº 15.941, DE 23 DE DEZEMBRO DE 2013 DISPÕE SOBRE A CRIAÇÃO DO PARQUE MUNICIPAL AUGUSTA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (PROJETO DE LEI Nº 345/06, DOS VEREADORES AURÉLIO NOMURA - PSDB, JUSCELINO GADELHA - PSB, CEL. CAMILO - PSD, CEL. TELHADA - PSDB, FLORIANO PESARO - PSDB, GILSON BARRETO - PSDB, MÁRIO COVAS NETO - PSDB, PATRÍCIA BEZERRA - PSDB, RICARDO NUNES - PMDB, RICARDO YOUNG - PPS E TONINHO VESPOLI - PSOL) FERNANDO HADDAD, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, faz saber que a Câmara Municipal, em sessão de 27 de novembro de 2013, decretou e eu promulgo a seguinte lei: Art. 1º Fica o Poder Executivo autorizado a criar o Parque Municipal Augusta. Art. 2º O parque mencionado no art. 1º desta lei será implementado em área de jurisdição da Subprefeitura da Sé, localizada na confluência da Rua Augusta com a Rua Caio Prado e a Rua Marquês de Paranaguá. Art. 3º O referido parque terá como referência atividades relacionadas à prática de atividade física, educação ambiental e preservação da memória paulistana. Art. 4º As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário. Art. 5º Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 23 de dezembro de 2013, 460º da fundação de São Paulo. FERNANDO HADDAD, PREFEITO ROBERTO NAMI GARIBE FILHO, Respondendo pelo cargo de Secretário do Governo Municipal * Publicada na Secretaria do Governo Municipal, em 23 de dezembro de 2013. 2.015 Apesar da existência de restrições contidas na certidão de registro imobiliário; Apesar das restrições do tombamento da FLORESTA existente na área; Apesar do tombamento dos restos de construção e dos muros do Colégio des Oiseaux; Apesar de tratar-se de área de preempção; Apesar de a área constar no plano diretor como Parque Augusta; Apesar da existência da Lei Municipal nº 15.941, sancionada pelo prefeito Fernando Haddad em 23 DE DEZEMBRO DE 2013, EM VIGOR; Apesar de o Projeto apresentado pelo Empreendedores contrariar o código de obras e o plano diretor atual, o projeto foi aprovado pelo COMPRESP. Exatamente pelo órgão de preservação do patrimônio histórico, artístico, cultural e ambiental do Município de São Paulo! Comunicando a irregularidade ao DD. Prefeito e ao Ministério Público, a SAMORCC manteve a sua luta em busca do numerário para a aquisição da área, com fundos adquiridos pelo Ministério Público e, em 12/02/15, o MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO, com a atuação do DD. Promotor Dr. Sílvio Marques, assinou acordo com o Prefeito Haddad e com os Bancos Infratores, somando o credito de US25.000.000 (Vinte e cinco milhões de dólares americanos), em reais aproximadamente R$68 milhões de reais|), dos quais noventa por cento serão destinados à AQUISIÇÃO DA ÁREA DO PARQUE AUGUSTA. Situação atual: Há tempos indicamos e vindo lutando para que o parque fosse adquirido com a verba de Maluf. O Ministério Público que vem dando exemplos, sendo a esperança deste país, conseguiu a verba, que traz benefícios à todos: * a) ao Prefeito a possibilidade de cumprir a lei, desapropriando o Parque, sem ter que utilizar dinheiro do orçamento para tanto; * b) Ao proprietário, que poderá receber seu dinheiro, de imediato; * c) Ao povo, que terá o tão almejado Parque Augusta; * d) Ao Ministério Público, que compreende a demanda do PARQUE e clamor da população, fazendo JUSTIÇA, DUPLAMENTE; * e) À Samorcc, orgulhosa de ter acreditado, buscado mecanismos legais e ter conseguido o Parque, salvando a última área verde e permeável da região central, onde impera o cimento, concreto e asfalto; * f) - O meio ambiente, defendido por milhares de pessoas organizadas em grupos (Aliados do Parque Augusta, Amigos do Parque Augusta, Organismo Parque Augusta, Parque Augusta, enfim... TODOS os que aqui estão e aqueles que ainda virão!!!)
https://www.facebook.com/celia.marcondes?fref=ts

Queremos o Parque Augusta 100%

Prefeito Haddad, queremos o Parque Augusta 100% da área!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Belo evento do sábado dia
10.08.2013! As pessoas foram chegando... Chegando... E chegando... Assim o Movimento SOS Parque Augusta cresceu muito mais, nessa bela tarde de sábado, à sombra das árvores do nosso Parque. Nosso próximo compromisso será: Câmara de Vereadores, terça feira 13.08.2013 as 10h30. Muito importante a sua participação nessa Audiência Pública sobre a criação do PARQUE MUNICIPAL AUGUSTA. Parabéns ao MATILHA CULTURAL, por promover esse evento tão importante assim como as discussões da PEC 215/2000 no "Calar a boca nunca mais!".

Audiência Pública na Câmara Municipal

CONVITE REUNIÃO TÉCNICA – CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO CONVITE – DISCUSSÃO SOBRE O PARQUE AUGUSTA Data: 13/08/2012 (terça-feira) Local –Auditório Prestes Maia (1º andar) Viaduto Jacareí x rua Maria Paula x Terminal Bandeiras Horário: 10h 30. Compareça! Leve sua faixa! PARQUE AUGUSTA JÁ!