terça-feira, 21 de setembro de 2010

"Em São Paulo, vizinhos tentam barrar escola no Parque Augusta"

Quarta, 18 de Agosto de 2010 - 09h35 ( Atualizado em 18/08/2010 - 09h52 )

Agência Estado

Moradores da região central e dos Jardins, na zona sul de São Paulo, tentam barrar a construção de uma escola municipal de educação infantil que deverá ocupar um terço do terreno previsto para abrigar o Parque Augusta.

A criação da área verde é uma antiga reivindicação dos moradores da região. O espaço, de 24 mil metros quadrados, pouco mais do que dois campos de futebol, fica entre as Ruas Augusta, Caio Prado e Marquês de Paranaguá, e é um dos últimos redutos de mata atlântica da cidade. Há no local cerca de 600 árvores, segundo levantamento dos moradores, entre elas araucárias, além de espécies de pássaros variadas. O nome Parque Augusta não é oficial. Foi dado pelos moradores.

Em 2008, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) determinou por decreto que o terreno, que pertence a uma incorporadora, passava a ser de utilidade pública, com o objetivo de abrigar o parque. Atualmente, um estacionamento funciona no local. Em maio deste ano, a Prefeitura reservou 7,6 mil m², cerca de um terço do terreno, para receber a Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Patrícia Galvão. O colégio está hoje em um imóvel alugado, após ter sido retirada em 2007 da Praça Roosevelt para a revitalização da área.

A advogada Célia Marcondes, presidente da Sociedade dos Amigos e Moradores do Bairro Cerqueira César (Samorcc), diz que os moradores estão indignados com a perda de um espaço natural em uma região sem verde. "Nossa batalha já dura dez anos. Temos o direito de preservar", afirma. Para ela, o terreno não é tão grande para permitir cortes, e a redução do parque vai transformá-lo em uma praça.

Outra preocupação é com a eventual retirada de árvores para a construção do colégio. Isso porque a Prefeitura já comunicou no Diário Oficial da Cidade a poda ou remoção de 27 árvores do terreno. Anunciou ainda a contratação de uma empresa que fará um inventário das árvores do local.

Segundo a Secretaria da Educação, responsável pela escola, as árvores eventualmente retiradas serão replantadas em outro local, no terreno ou fora dele. Procurada, a secretaria não se manifestou e tampouco deu informações sobre as ações a serem realizadas no terreno. Apenas afirmou que existe a intenção da implantação do parque e que estudos sobre o assunto estão sendo feitos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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